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Para quem pensa em morar na Alemanha…

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Quando você diz que mora na Alemanha, a primeira coisa que escuto “nossa! O problema deve ser falar o alemão, né?”. Bom, a barreira linguística sempre foi e sempre será um grande problema. É complicado você ligar um rádio ou tv e não entender nada. Pior, não conseguir resolver coisas simples na rua. “Ah, mas com smartphones ajuda”. Sim, concordo, ajuda muito. Ter em mãos um GoogleMaps ou GoogleTranslator ajuda absurdamente, porem os “perrengues” irão acontecer sempre, quando você menos espera. Além disso, por mais que você fale fluentemente o idioma, você irá “boiar” em uma ou outra piada feita em uma roda de amigos. Isso porque além dos dialetos, temos também os provérbios populares. Some isso a barreira cultural, o clima, …porem há muitos outros motivos que são mais do que suficientes para alguém considerar viver no país da cerveja e da salsicha, ou invejar quem optou em morar aqui.

Atualmente temos mais de 8 milhões de estrangeiros vivendo na Alemanha, o que representa mais ou menos uns 8% da população total do país. Entre os países europeus. sem duvida a Alemanha é o que apresenta o número maior de residentes estrangeiros.

A Alemanha tem muito a oferecer no aspecto profissional e educacional , alem de teruma qualidade de vida difícil de ser encontrada em outros países no mundo, motivos esses suficientes para chamar a atenção de brasileiros e incentivá-los a mudar para o país. No entanto, não basta somente decidir vir morar aqui. Morar legalmente na Alemanha não é tão simples assim, pelo contrario.

“Qualidade de Vida”

A Alemanha está em segundo lugar entre os países com melhor qualidade de vida no mundo. A nação germânica obteve grande destaque na categoria relacionada ao poder de compra da população. Entre os outros critérios avaliados, estão a relação entre tráfego e o tempo de viagem, e a relação entre o preço dos imóveis e a taxa de valorização dos mesmos.

“Educação”

O nível de educação nas escolas da Alemanha é altíssimo, para se ter uma idéia, praticamente todos aprendem Inglês na escola e muitos estudam até latim. As universidades públicas do país estão entre as melhores do mundo, e sempre oferecendo oportunidades para estrangeiros em diversas áreas.

“Direitos Trabalhistas”

Ainda estou para conhecer um país que ofereça tantos direitos ao trabalhador como a Alemanha. Aqui há empresas que dão 6 semanas de férias por ano, as quais podem ser tiradas em qualquer época, contanto que seja acordada com o empregador. Horas extras são remuneradas ou convertidas em folgas. Em caso de doença, não é necessário apresentar um atestado médico até 3 dias, somente após esse tempo é que o documento é obrigatório. A maioria das empresas distribuem bônus no fim do ano e dividem o 13° em duas partes, no meio e no final do ano.

“Incentivos Para Se Ter Filhos”

Nas últimas décadas os alemães têm tido menos filhos, o que está reduzindo a população alemã, problema esse que preocupa o governo do país. Por esse motivo, cada casal que tenha um filho alemão recebe uma contribuição monetária até este filho completar 25 anos. Além disso, a licença maternidade pode durar até 1 ano – remunerada – e se for o caso, a mãe pode prolongar esse período, no entanto não será mais remunerado, mas não perderá sua vaga no emprego.

“Alimentação Saudável”

Não é necessário morar muito tempo aqui na Alemanha para perceber a quantidade de produtos orgânicos encontrados nos supermercados. Do simples mercadinho até o melhor supermercado da cidade, produtos saudáveis sem qualquer adulteração e cultivados por pequenos produtores estão sempre à vista. Esses produtos variam desde frutas e verduras até macarrão, leites e iogurtes, os alemães são bem preocupados com a saúde e com a procedência dos alimentos que consomem.

“Tudo Funciona”

Realmente tudo funciona! E funciona mesmo, nos bancos nunca há filas; se no supermercado houver filas, não demora muito até outro caixa abrir; as faixas de bicicletas e de pedestres são respeitadas; registrar um carro não demora mais que 1 hora e você já sai com ele emplacado; transporte publico pontual e funcionando 24hs, 7 dias por semana;

“Transporte Público”

Nesse quesito, a Alemanha está sempre entre os 10 melhores sistemas de transporte público do mundo. Morando aqui, não é difícil perceber isso, a combinação de ônibus, metrô, trens e trams (bondes) é a melhor que já vi até hoje nas minhas andanças pelo mundo. É verdade que não é um dos mais baratos, mas o resultado se vê no dia a dia, observando a pontualidade, a eficiência, a limpeza e a organização.

“Meio Ambiente”

A Alemanha é um país que investe muito em energias renováveis, principalmente solar e eólica, e há um certo incentivo do governo para as casas que possuírem tetos solares, onde descontos nos impostos são oferecidos em troca. Por aqui também há uma grande preocupação com reciclagem, das cidades minúsculas do interior até às maiores do país, todos separam o lixo já em casa, para que após sejam encaminhados à seu devido processo de reciclagem. Sem mencionar o respeito que o alemão tem para com a natureza.

“Aberto à Outras Nacionalidades”

Desde que a Alemanha foi reconstruída após a Segunda Guerra Mundial, os alemães têm tentado de várias formas encobrir seu passado sombrio, e uma delas foi se abrir para o mundo. A Alemanha hoje é extremamente receptiva com estrangeiros, tanto que entre os seus mais de 80 milhões de habitantes, 7.6 milhões são estrangeiros.

Agora a pergunta: como se mudar para a Alemanha ? Lembrando que o imigrante ilegal nao tem chances por aqui. Existem algumas formas de morar legalmente na Alemanha, dentre elas:

1) se você for cidadã(ão) alemã(o) ou européia(eu), ou vier casada(o) com um -> relativamente fácil pois poderá trabalhar, apesar de ter que batalhar onde morar (não tão fácil para quem não tem emprego) e buscar emprego rapidamente -> não precisa de visto

2) veio por casamento com cidadão(ã) europeu -> não tem que se preocupar com moradia e sustento logo de cara, e pode aprender a língua sem pressão e trabalhar quando quiser. Se não é seu caso, respostas de quem veio assim podem te passar a falsa impressão de facilidade, mas não é bem assim não -> visto de reunião familiar

3) você pretende vir para continuar estudos de pós graduação, mestrado, doutorado, post-doc, onde existem vistos específicos e até bolsas de estudo para os alunos. Pesquisadores também podem se beneficiar desta categoria -> aplique para visto de estudo ou pesquisa

Todos os anos o número de estudantes estrangeiros na Alemanha aumenta; a grande maioria vem para programas de dupla titulação, onde têm a oportunidade de ficar de 6 meses a 1 ano. Os níveis variam entre bacharelado, mestrado, MBA e doutorado.

A Alemanha é o terceiro lugar mais procurado por estudantes internacionais no mundo, depois dos Estados Unidos e Inglaterra. De acordo com informações do DAAD (Deutschen Akademischen Austauschdienst) a maioria dos estudantes são nacionais da China, Rússia, Áustria e Índia, mas desde 2012 notou-se um grande aumento de estudantes vindos do Brasil, Bangladesh e Índia.

Se o seu objetivo é vir estudar na Alemanha, o primeiro passo a ser dado é procurar uma universidade que ofereça o seu curso. Depois é importante checar os critérios de admissão da instituição. A grande maioria delas requer um nível intermediário de alemão (B1) para ingresso no curso. No entanto, é possível encontrar cursos onde falar o idioma inglês já seja suficiente.

Entrar em contato com a universidade para tirar dúvidas é imprescindível. Os funcionários da instituição escolhida serão as pessoas mais indicadas para te orientar com o processo de aplicação. É possível que eles também auxiliem com o pedido do visto, o qual será feito após você ser oficialmente aceito pelo universidade e após o seu registro ao chegar na Alemanha.

A grande vantagem de vir morar na Alemanha como estudante são as oportunidades que você terá de encontrar emprego aqui, e possivelmente passar a residir no país. Diversos estudantes permanecem aqui ao final dos estudos. Para buscar cursos e universidades na Alemanha, bem como obter mais informações sobre estudar no país como bolsa de estudos, etc., clique aqui.

4) você pertence a uma das profissões de alta demanda na Alemanha, onde só terá que obter uma renda de €39.6k/ ano (ou encontrar uma colocação que te garanta uma renda de €50.8k/ ano se for de outras áreas em baixa demanda) para poder se manter num visto de trabalho qualificado para cidadãos não europeus nem casados com um -> pode aplicar para um visto de busca de emprego

A Alemanha facilita a imigração de trabalhadores qualificados e altamente qualificados que possuam no mínimo um bacharelado. As áreas que mais necessitam de trabalhadores qualificados e especializados são: Matemática, TI, Ciências Naturais e Medicina.

Se você tiver um diploma de ensino superior reconhecido e meios de sustento próprios comprovados, o governo alemão oferece um visto de 6 meses para que você possa vir ao país buscar emprego. Se dentro desses 6 meses você conseguir encontrar um emprego que lhe ofereça um salário mínimo anual de 50.800 euros, poderá assim dar entrada no Cartão Azul da UE. Esse documento dá o direito de residir e trabalhar na Alemanha.

Se o seu caso não for esse, a outra maneira de conseguir encontrar emprego na Alemanha será correr atrás de uma empresa que esteja disposta a dar entrada no seu processo de visto de trabalho. Para isso, a empresa terá que provar ao governo da Alemanha que não há um alemão com as mesmas qualificações que você capaz de preencher essa vaga. Sim, é complicado, é exatamente por isso que o país dá prioridade a pessoas que sejam bem qualificadas, lembrando que saber pelo menos o básico do alemão é muito importante nessa busca.

No caso de estágio, normalmente só será possível ser feito caso esteja na Alemanha como estudante, ou que já esteja legalmente no país. Muito raramente uma empresa irá trazer um estagiário de outro país, mas sim, acontece, principalmente com nacionais europeus. No entanto, vale lembrar que após o estágio não há garantias de que você será efetivado na empresa, muito menos que poderá residir no país após seu término.

Muitas empresas oferecem também a oportunidade de fazer um programa de trainee, que normalmente dura 2 anos e proporciona a possibilidade de ser efetivado na empresa. Essas vagas são muito concorridas e dependo da área, requerem um excelente nível de alemão.

Existem muitas profissões que para serem exercidas na Alemanha irão requerer o reconhecimento do seu diploma no país. Dependo da sua área, especialmente se for relacionada à saúde, esse processo pode ser complicado e envolve o domínio do idioma alemão e pelo menos um teste. Se você busca algo específico, o ideal é entrar em contato com o consulado alemão mais próximo para obter mais informações.

Para nacionais europeus, o processo de vir à trabalho para a Alemanha é mais fácil, mas o conhecimento do idioma alemão ainda assim é imprescindível.

5) você tem capital suficiente para iniciar um negócio aqui, de acordo com os requisitos mínimos deles -> visto para empreendedores

6) você está disposta(o) a investir €8.640 num depósito em conta vinculada compulsória para se manter com visto por 12 meses para aprender alemão, podendo sacar €720 por mês para seu sustento -> visto de aprendizado de língua alemã

7) Vistos de Au-pair (seria babá ou babysitter) são concedidos só para jovens até 27 anos incompletos.

Enfim, mudar-se para a Alemanha ou para qualquer outro país não depende somente da sua decisão. Cada país tem suas leis de imigração e para viver legalmente e usufruir de certos benefícios é necessário respeitá-las. Portanto, antes de vir ao país para ficar, informe-se sobre seus direitos e deveres, dessa forma a sua mudança será bem mais simples.

*parte do texto foi extraido do conteudo do blog da Allane Milliane

“Está na hora de voltar ao Brasil”

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Never say never. Essa expressão vai ser meu lema de agora em diante. Por um simples motivo: há algumas semanas, eu e minha esposa decidimos voltar ao Brasil, depois de 11 anos vivendo no Canadá. Durante muito tempo, achamos que nunca mais sairíamos daqui. Até bem pouco tempo atrás, o Canadá era o lugar onde eu passaria o resto da minha vida. Brasil? Nunca mais. Era o que eu repetia para mim mesmo, e para os outros. Qualquer notícia ruim vinda dos trópicos era motivo para não voltar nunca mais. E quando você está fora, só vê as notícias ruins. Afinal, isso ajuda a justificar sua decisão. É o tal do “viés de confirmação”. E aqui estou eu, preparando as malas para voltar ao Rio. Feliz da vida. Mas como assim? Como explicar essa loucura? Tudo mudou de uma hora para outra? A decisão surgiu com um estalo: está na hora de voltar. Mas esse estalo acontece na hora em que muitas peças de um grande quebra-cabeças, que vai se formando ao longo dos anos, se encaixam de forma precisa. São fragmentos que vão se juntando aos poucos, durante meses, anos, sem que a gente perceba nitidamente. É tudo muito sutil. Mas, de repente, você vê diante dos seus olhos uma imagem clara: uma vida que parece perfeita quando vista de uma certa perspectiva passa a aparentar suas imperfeições quando vista de outro ângulo. É nesse momento que o expatriado descobre que está na hora de mudar. Mas mudar não significa necessariamente voltar. Afinal, Brasil nunca mais, não é? O problema é que, na maioria dos casos, os inconvenientes de uma vida fora do próprio país só podem ser superados voltando para a terrinha. Ir para outro lugar não é solução. E que inconvenientes são esses? O IDIOMA Passar a maior parte do tempo tendo que se expressar em uma língua que não é a sua língua materna é extenuante. Se você fala algum outro idioma, experimente um dia se comunicar apenas nessa outra língua. Agora multiplique isso por 11 anos. Você vai dizer que a gente se acostuma. Sim, é verdade, a gente se acostuma a tudo nessa vida. Mas cansa. Por mais fluente que você seja, o seu vocabulário em outra língua nunca será tão rico. Muitas vezes você percebe que o seu cérebro está fazendo um esforço incrível tentando achar palavras para expressar aquilo que, em português, já está na ponta da língua. Obviamente isso varia de pessoa para pessoa, depende do tempo que você está fora e de outros fatores. Mas é um inconveniente considerável – e insuperável. Ainda mais em um lugar onde você precisa se expressar em duas línguas que não são a sua, como é o caso do Québec, província de origem francesa, cercada de províncias de língua inglesa, onde o francês e o inglês são parte obrigatória do seu dia-a-dia. Lembro de um episódio que retrata bem a realidade de muitos que trabalham aqui. Fazia mais ou menos quatro anos que estava no Canadá, tinha terminado um projeto e estava na hora de apresentar o relatório final para o cliente. O cliente, que falava francês, tinha pedido o relatório em inglês. Três horas de apresentação. Três horas lendo o texto em inglês, processando-o na cabeça em português e falando em francês. Na hora das perguntas, o processo se invertia. No final das três horas, estava exausto, destruído fisica e mentalmente. A CULTURA Não existe sensação mais constrangedora do que entender o que as pessoas estão dizendo, entender as palavras sendo ditas, mas não compreender as referências, as intenções por trás, as sutilezas de interpretação, porque elas não fazem parte da sua cultura. São coisas que o estrangeiro, por mais conhecedor que seja do ambiente nunca vive, nunca vai entender completamente. Nenhum estrangeiro consegue entender ou visualizar as referências culturais da mesma maneira que os locais. E isso faz falta quando você deseja virar um local. Você simplesmente não tem um passado ali. Você estudou, aprendeu – mas não criou laços naturais nem memórias afetivas nascidas organicamente. Para esse lugar onde você mora, será sempre como se você tivesse nascido com 20, 30 ou 40 anos – uma pessoa com bagagem cultural e referências emocionais muito menores do que quem cresceu ali. No início, isso parece bobagem. Depois a bobagem começa a machucar, principalmente quando você se dá conta de que isso não é coisa que se aprende. Isso é coisa que se vive, que se sente, que se tem ou nao se tem. Ponto. A DISTÂNCIA Talvez esse seja o principal inconveniente. Distância da família, distância dos amigos. A internet é uma benção. O Skype e o FaceTime ajudam. Mas uma boa conversa, cara a cara, um bom abraço e um beijo, um papo gostoso em uma mesa de bar, um olhar, não podem (ainda) ser substituídos. E fazem falta. Como fazem. E não é uma visita de tempos em tempos que consegue suprir a falta do contato humano com aqueles que nos são caros. Quando dá aquela vontade de abraçar seu pai, sua mãe, um amigo querido, e saber que isso não está ao seu alcance, dá um baita aperto no peito. Quando moramos fora, temos que saber esperar. Esperar seis meses, um ano ou mais. E aprender também que o próximo encontro pode acontecer tarde demais. Poderia terminar aqui. Para mim, esses três fatores já seriam suficientes para justificar a vontade de voltar. Mas não dá para deixar de falar sobre um ponto específico de quem mora no Canadá – ou no Norte do planeta de modo geral: o frio. O Canadá é um país maravilhoso. Montreal, uma cidade incrível. No verão. Se você gosta de passar oito meses no frio, e de três a quatro meses com temperaturas dignas do Pólo Norte, não pense duas vezes, Montreal é o seu lugar. E se você gosta de mais frio, durante mais tempo, o Canadá está repleto de outras ótimas cidades procurando imigrantes. Mas se você nasceu e cresceu no calor tropical, viver com casacos, botas, luvas e outros apetrechos invernais (e infernais!), vai virando, aos poucos, ao longo dos anos, uma tortura diária sem fim. O mês de fevereiro de 2015 foi o mais frio da história, segundo o departamento de estatísticas canadense. Nem pinguim saiu de casa. Estou falando de 30 graus negativos, de domingo a domingo. Por fim, tem também o estilo de vida. Por mais que os seus valores correspondam aos valores do novo país, que é o meu caso, isso não significa que sua vida será melhor. Aos poucos, você se dá conta do que é ser brasileiro. E de que tudo aquilo que deixou para trás pode, sim, lhe fazer a maior falta. Então chega uma hora em que cada um desses detalhes, que inicialmente pareciam pequenos quando colocado lado a lado aos problemas básicos que enfrentamos no Brasil, como segurança, educação, saúde, começa a crescer e tomar proporções gigantescas. Até que você decide fazer o inimaginável quando deixou o país: deixar tudo no exterior e voltar para casa. Isoladamente, nenhum daqueles fatores lhe fariam fazer as malas. Mas juntos eles lhe fazem perceber que a construção e a manutenção da felicidade é muito mais complexa do que pensamos. A própria percepção de onde fica a sua casa, e de se saber fora de casa, pesa muito. Cada caso é diferente e cada pessoa tem a sua história. Conheço pessoas que não vão voltar nunca. Mas também conheço muitas que guardam escondido bem no fundo do peito uma vontade doida de voltar. Vou sentir falta de muitas coisas daqui, com certeza. Coisas incríveis que o Canadá me proporcionou e que me fizeram feliz durante esses anos todos. Mas a vida é feita de escolhas e de momentos. Chegou a minha hora de reviver as imperfeições do Brasil, perto da família, dos amigos, falando português, voltando a sentir calor e a brisa do mar bater no rosto.
Por Marcio Leibovitch