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O copo ideal

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Cada cerveja proveniente das diversas regiões alemãs, seja de trigo, clara ou escura, requer copos específicos que ressaltam o sabor, sobrepõem os aromas e ajudam a formar a melhor espuma.

 

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Não é nenhum segredo que a Alemanha é uma das principais produtoras de cerveja. Mas qual a maneira correta de degustar a bebida? Muitas vezes o segredo se resume à espuma do topo. O formato cônico do copo ajuda a manter o aroma, enquanto um copo fininho preserva o frescor.

 

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Para os cervejeiros de Colônia estes copos de 20 cl são essenciais. O termo Kölsch (adjetivo referente a Köln, nome de Colônia em alemão) é restrito a cervejarias dentro e nos arredores de Colônia. Garçons carregam bandejas circulares com alças cheias de Kölsch e trocam constantemente os copos cheios pelos vazios. Se você não quer beber mais, tampe o copo.Para os cervejeiros de Colônia estes copos de 20 cl são essenciais. O termo Kölsch (adjetivo referente a Köln, nome de Colônia em alemão) é restrito a cervejarias dentro e nos arredores de Colônia. Garçons carregam bandejas circulares com alças cheias de Kölsch e trocam constantemente os copos cheios pelos vazios. Se você não quer beber mais, tampe o copo.

 

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Assim como os rivais às margens do Reno, os moradores da vizinha Düsseldorf também têm uma especialidade, a Altbier. O copo também comporta 20 cl, mas é mais curto e largo que o de Colônia. E como a Altbier é de alta fermentação, o sabor ficaria choco se fosse servida em copos largos, diz um produtor. “No copo correto, a ‘Alt’ solta seu aroma e forma uma espuma compacta.”
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“Um copo de pilsen se estreita em direção à boca do copo, para que o aroma de lúpulo alcance o nariz”. “Isto melhora o sabor da cerveja.” Alguns copos são apenas cilíndricos, outros, como o da foto, têm o formato de tulipa. O pedestal da base é somente ornamentação e não influencia o sabor da bebida.

 

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A cerveja típica da Oktoberfest ou “helles” é servida em uma caneca de um litro, chamada “Mass”. Originalmente de cerâmica, estas canecas são produzidas para resistir às diversas rodadas de brindes e celebrações. Quando vazias, elas pesam mais de um quilo cada uma! Imagine então o quanto elas ajudam a delinear os músculos quando estão cheias! Prosit!

 

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Os copos da “Hefeweizen”, a cerveja clara de trigo, são altos e sinuosos. O elevado teor de dióxido de carbono forma a espuma na parte superior da bebida. Para isso, a cerveja deve ser derramada no copo vagarosamente. O diâmetro ampliado no topo do copo acomoda a espuma extra, assim como seus aromas florais.

 

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Até mesmo os soldados de Napoleão levantaram seus copos para brindar a “champanha do norte”. Uma fermentação especial à base de culturas de ácidos lácticos dá à “Berliner Weisse” sua característica borbulhante e de sabor único, geralmente complementada com um toque de framboesa ou xarope de aspérula (Waldmeister). O copo amplo serve para acomodar bem a espuma.

 

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Todos os detalhes do copo da “Schwarzbier”, a cerveja escura, celebram a experiência da degustação. A forma, a espessura e o tratamento dado à borda do vidro salientam o sabor. O formato amplo da boca do copo permite exalar melhor a nota de castanha torrada, chocolate e pão fresco. O formato também ajuda na manutenção da espuma, encorajando a degustar a bebida devagar.

 

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Ao beber a “Bönnsch”, da cidade de Bonn, os amantes de cerveja seguram em suas mãos pequenas obras-primas inspiradas pelo designer Luigi Colani. A “Bönnsch” é uma versão não filtrada da “Kölsch”. Apesar de não alterar o sabor da bebida, o copo é mais popular que a própria cerveja, especialmente entre turistas que procuram por um souvenir diferente, diz o dono da cervejaria.

 

Experiencia do leitor

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Como já havia citado, todos podem contribuir com dicas e compartilhar suas experiencias de viagem. Seguindo essa idéia, estou transcrevendo na integra o comentário de um dos nossos leitores, o Eduardo Magalhaes.

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“Olá Leo, boa noite.
Não pensei que fosse responder tão rápido…rsrs. Muito obrigado.
Legal que possa colocar o que escrevi como post. Eventualmente pode servir de estímulo a outros que tenham o mesmo interesse a irem ver o que estive visitando.

Para baratear e para ficar mais independente em termos de horários e para visitar às vezes locais onde excursões normais não vão nos períodos que desejo, procuro sempre fazer as visitas por conta própria. Só que, algumas dessas visitas a locais onde ocorreram episódios da II Guerra não são muito fáceis de se fazerem sozinho, ou porque o transporte não é simples, ou porque não se tem muita informação. Relato aqui três episódios.
O primeiro, em 1988, quando fui a Berchtesgaden, em maio ou junho daquele ano. Naquela época não tinha internet e não tinha as formas de comunicação que temos hoje. Havia muito menos informação à disposição e até menos preparo para se receber o turista nos locais. Então, fui a Berchtesgaden basicamente para visitar o que era conhecido como o Ninho das Águias, que é o Kehlsteinhaus. Cheguei à estação de trem, vindo de Munique, se não me engano, e dali mesmo, ou de bem perto, já partia o ônibus que sobe aquela estradinha estreita, que fica fechada no inverno, e que vai até um determinado ponto de onde se toma aquele elevador dourado até o Kehlsteinhaus. Fiz a visita ao Ninho da Águia, andei um pouco ali por aqueles caminhos nas montanhas que há lá em cima e depois encerrei, tomando o elevador de volta para o local do estacionamento onde ficam os ônibus. Por sorte, ali na descida do Kehlsteinhaus, conheci um cara, um alemão, que queria visitar também as ruínas do Berghof, que eu nem sabia que eram possíveis de serem visitadas. Fiquei logicamente animado e o acompanhei. Para tanto, tínhamos que saltar numa espécie de estação intermediária naquela estradinha estreita. Saltamos e então fomos a pé até o Gasthof Zum Türken e mais adiante entramos num pedaço do mato ali exatamente onde era o Berghof e depois seguimos mais adiante por uma estradinha local, dando como que uma volta, visitando o Platerhoff, Kaserna dos SS, local onde era a casa de Göring, o que sobrou, e uma ou outra coisa a mais. Naquela época, tínhamos câmeras fotográficas, mas não era essa febre que é hoje em dia com fotografia de tudo o que é jeito, celular e etc… Tenho algumas fotos do Kehlsteinhaus e até ali das ruinas do Berghof, também do Platterhof, mas não com o detalhamento que eu hoje gostaria de ter. Acabei não visitando os bunkers, que na época acho que nem eram abertos a visitas e não fiz o caminho a pé até a Teehaus, que hoje me parece possível ainda de se fazer, com alguns pontos podendo ser reconhecidos, se compararmos com os filmes de época. Esse tipo de visita uma excursão não vai fazer. Nenhuma excursão, naquela época, ia às ruínas do Berghof. E, se não tivesse encontrado aquele alemão ali durante a visita ao Kehlsteinhaus, não teria visto as ruínas do Berghof.
No ano passado, quando estive na Europa, no caminho de trem de Münster para Berlin, resolvi visitar o castelo de Wewelsburg, numa localidade meio isolada relativamente perto da cidade de Padderborn. Saltei do trem em Padderborn e tomei um ônibus para Wewelsburg. Levou uns 40 ou 50 minutos até um ponto de ônibus que fica numa vila há uns 15 ou 20 minutos a pé do castelo. A visita foi ótima. O castelo foi uma espécie de escola ou retiro espiritual da SS. Há algo de místico naquele castelo. Hoje parte dele é um albergue da juventude e a outra parte é um museu. Visita excelente. Depois, na volta, novamente os 20 minutos a pé até o ponto de ônibus e lá uma espera sozinho de 1 hora ou um pouco mais pelo ônibus que me levaria de volta a Padderborn, para ainda no mesmo dia seguir caminho de trem para Berlin. Essa visita não foi propriamente difícil, mas também não foi muito tranquila de se fazer, por causa da logística do transporte. No ponto de ônibus lá na cidadezinha não tem ninguém, nem para perguntar se é ali mesmo que devemos aguardar o ônibus que vai na direção de Padderborn, você fica preocupado com a questão do horário, até porque o ônibus só passa lá um certo número de vezes por dia, razão pela qual a visita ao castelo tinha, no meu caso específico, de se encaixar nos horários mais restritos do transporte, horários esses que estavam, portanto, um pouco apertados por causa da sequencia da minha viagem para Berlin ainda no mesmo dia. Visita boa, mas que há de se ter um certo desprendimento para se fazer sozinho, sem uma excursão. Local um pouco isolado.

Por fim, na Rússia, há dois meses, já foi um pouco diferente. A infraestrutura de transporte é muito inferior à da Alemanha. Em Stalingrado, contando também o pouco tempo que eu ficaria na cidade, apenas dois dias, considerando ainda as distâncias entre os pontos interessantes a serem visitados, preferi contratar uma guia local particular. Queria ver a cidade em si, algumas ruínas e monumentos e memoriais nos locais de batalha dentro da cidade, mas desejava também visitar algumas cidadeszinhas onde houve batalhas nas chamadas “estepes” russas, quando os alemães se aproximavam para tentar tomar Stalingrado. Foi muito legal, visitei vários locais interessantes, embora nem todos necessariamente bonitos do ponto de vista estético, mas foi muito bom. Em Stalingrado e arredores, sem a guia local, não teria sido possível fazer as visitas que fiz em apenas dois dias. Com a guia e com o transporte que ela proporcionou, pude visitar muitos locais de batalhas na cidade de Stalingrado em si, bem como visitar outras localidades, como Zapadnovka, Peschanka, Kalach on Don, Pyatmorsk e Golubinskaya. Não foi muito barato, mas não tinha outro jeito, uma vez que queria ir aos locais das batalhas, tanto na cidade de Stalingrado, quanto em localidades próximas, inclusive onde houve o cerco russo aos exércitos de von Paulus, onde os exércitos russos, num movimento de pinça, isolaram von Paulus. O cerco deu-se em Pyatmorsk, perto de Kalach on Don. Há um monumento no local. Visita ótima a Stalingrado e arredores, mas impossível de se ver isso tudo se tentar-se usar o transporte normal da cidade. Logística, inclusive também por conta da língua, bastante complicada para se fazer esse passeio sozinho.
Você me deu sugestões ótimas: o Memorial da Segunda Guerra em Caen, a base de submarinos de Lorient, o rio Waal em Nimegue, parte da , que gerou o filme Uma Ponte Longe Demais, que é a ponte de Arnhem, que os aliados não alcançaram e foram massacrados, e Bastogne, parte da batalha na floresta das Ardenas, numa das últimas contra ofensivas dos alemães na guerra, pois desde o desembarque do dia D que mais se defendiam do que atacavam. A verdade é que não há tempo de se fazer tudo. Há também ruínas da Linha Maginot, que gostaria de visitar. Mas, dessa vez, acho que será possível talvez somente o Memorial de Caen. Vamos ver…..

Você mencionou que a Bavária foi pouco bombardeada e com isso há vários locais também não muito conhecidos ou não muito visitados, mas que têm significado no período nazista e que de certa forma estão preservados, ou como memoriais ou como museus ou como ruínas mesmo. Você poderia indicar alguns desses lugares ? Na Bavária, relacionados à II Guerra, visitei Munique e vou voltar, Berchtesgaden, que também voltarei, e Nürnberg, que também voltarei, além do campo de Flossenbürg, que não voltarei. Mas, acredito que haja outros locais bastante interessantes para serem visitados e que eventualmente não sejam muito divulgados.
Fico antecipadamente grato e desculpo-me pela longa mensagem.
Abraços
Eduardo”

Eduardo, mais uma vez, obrigado.
Prometo escrever outra materia sobre o tema II Guerra e os locais poucos explorados. Nao se preocupe.
Seja bem-vindo sempre com novos textos e ideias para o blog.
Abracos.

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Ruínas do Terceiro Reich

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Esse tema é de longe o mais complicado a ser pesquisado em terras alemãs. Simplesmente porque tudo referente a II Guerra Mundial se tornou proibido. Pra você ter uma idéia, se você digitar a palavra “Hitler” no youtube, todos os videos estão bloqueados com a mensagem “conteúdo indisponível no seu país”.

Sempre fui um aficcionado pelo tema “II Guerra Mundial”. São dezenas de filmes, documentários e livros na minha estante. Tudo que envolva as batalhas e o material bélico da época, faço questão de assisitir ou ler mais e mais, tanto que um dos meus hobbys é o Plastimodelismo Militar. Sim montar e pintar “aviãozinho de guerra” (termo usado pela maioria dos leigos)

Na minha primeira visita a Alemanha, isso muito antes de pensar em morar por aqui, cheguei acreditando que iria ter acesso a todo poderio bélico remanescente da década de 40. Na primeira oportunidade, lá estava eu questionando a população local: “Onde posso encontrar tanques Panzers? E os aviões Messerschmitt ? A reação de todos era sempre a mesma, negativar com a cabeça e já mudar de assunto.
Eu não entendia o motivo de tanta antipatia e aversão. Passei a entender depois que deixei de usar o visto de turista no meu passaporte, no dia que passei a viver o dia-a-dia dos alemães.

Uma coisa é certa, tudo o que foi feito à 70 anos atrás, foi pago e continua sendo pago por todas as gerações seguintes. Acredito que isso ainda irá permanecer por mais um século. Você nunca irá ver um alemão discutindo na rua com pessoas de outras etnias. Como assim? Calma, vou explicar exemplificando com um episódio que eu já vi dentro do metro. Um grupo de adolescentes turcos gritavam dentro do metro, gritavam é uma forma de ser educado, eles estavam “zaralhando”. Um senhor alemão, se aproximou com dificuldades e pediu para que falassem um pouco mais baixo, automaticamente o grupo de adolescentes começou a gritar “Sai daqui seu nazista! Sai daqui!”. Naquele dia comecei a entender o peso da bagagem que os alemães carregam, e passei a fazer minha pesquisa sozinho, usando apenas a internet como base.

Numa dessas pesquisas, encontrei o site: http://www.thirdreichruins.com (está todo em inglês).
Depois disso foi extremamente fácil encontrar todos os prédios e ruínas da época. Era só seguir o passo-a-passo feito pelo Geoff Walden (autor do blog).

Munique teve uma grande importância, pois foi a Capital do Movimento – o berço do Partido Nazista. Durante todo o período do Terceiro Reich, Munique continuou sendo a capital espiritual do movimento nazista, com edifícios sede, museus para abrigar as formas de obras aprovadas por Adolf Hitler, além de ter sido o local escolhido para a tentativa do golpe nazista em novembro de 1923.

Vou tentar descrever esses locais históricos:

Já escrevi sobre “Eagle Nest” ou Kehlsteinhaus (em alemão) ou “Ninho da Águia”. É uma casa de montanha de Adolf Hitler situada a 1834m de altitude, no topo da montanha Kehlstein. Encomendada por Martin Bormann como um presente de Aniversário de 50 anos para o líder do Partido Nacional Socialista Adolf Hitler, tornou-se um dos destinos turísticos mais populares no sul da Alemanha.
Atualmente a Kehlsteinhaus abriga um excelente restaurante, com uma vista deslumbrante e onde encontramos os melhores e mais tradicionais pratos da Bavária. O nome de “Ninho da Águia” talvez se deva à sua localização dada a altura ser propícia para as Águias edificarem os seus ninhos, ou a Adolf Hitler ser considerado a Águia da Alemanha, ou de alguma forma remediar ao fato do brasão da Alemanha Nazista constar uma Águia. Mas admito que qualquer uma dessas hipóteses possam ser meras conjecturas minhas.

Hofbräuhaus: A mundialmente famosa cervejaria Hofbräuhaus, localizado na Platzl 9, foi palco de várias reuniões nazistas e alguns dos discursos mais memoráveis ​​de Hitler. Inclusive foi o local de um dos atentados contra Hitler.

Kriegerdenkmal: O Memorial está localizado no Hofgarten. Um grande bloco de pedra, com o slogan “Sie werden aufstehen” (Eles irão se levantar), abrange uma área com uma cripta rebaixada, mostrando uma escultura de um soldado alemão preparado para o enterro. O memorial foi erguido em 1924-1926 em memória aos 13.000 “filhos heróicos de Munique” que caíram na Primeira Guerra Mundial, entre 1914-1918. Após a Segunda Guerra Mundial, uma inscrição no memorial foi acrescentada para os 22.000 soldados mortos e 11.000 desaparecidos, além das 6.600 vítimas dos bombardeios aliados em Munique entre 1939-1945.

Löwenbräukeller: localizado na Nymphenburger Straße 4, foi outro local favorito para os primeiros encontros e discursos do Partido Nazista.

Park Café:  Localizado na Sophienstraße 7, foi construído em 1935-1937 no local do antigo Palácio de Vidro de Munique, que pegou fogo em 1931. O Park Café exibia o estilo neo-clássico preferido pelos nazistas, e era ponto de encontro frequente de Hitler.

Dachau: foi estabelecido nas dependências de uma fábrica abandonada de munição, próxima à parte nordeste da cidade de Dachau, a cerca de 15 quilômetros ao noroeste de Munique, no sul da Alemanha. Foi o primeiro campo de concentração, servindo de modelos para os demais, inclusive como centro de treinamento para os soldados da SS. Dachau chegou a abrigar mais de duzentos mil prisioneiros, sendo a maioria presos politicos, artistas e opositores ao regime nazista. Com um Estado Totalitário, não seriam aceitos aqueles que manisfestassem um pensamento ideológico contrário ao Socialismo Nacionalista de Hitler, que o mesmo afirma em sua biografia: “A lei natural de toda evolução não permite a união de dois movimentos diferentes, mas assegura a vitoria do mais forte e a criação do poder e da força do vitorioso, o que só se pode conseguir por meio de uma luta incondicional (HITLER, 2005, p.257).”

Os judeus que passaram a ser perseguidos, perderam seus direitos políticos e sociais, foram declarados inimigos políticos e consequentemente também foram enviados para Dachau.
Diferente de Auschwitz II (Birkenau), que era um Campo de Extermínio, Dachau era considerado no início, um presídio comum. No entanto, nos ultimos anos da guerra, seus presos passaram a ser fuzilados ou enforcados. Cerca de trinta mil pessoas morreram em Dachau. O campo chegou a possuir uma câmara de gás, mas não há registros de que tenha sido usada.

Minha única visita a Dachau foi feita na Primavera em um dia com Sol e Céu azul, nem por isso o clima ficou menos pesado. Com a frase “Arbeit Macht Frei” (o trabalho liberta) no portão de entrada, é impossível o visitante não se colocar no lugar de um dos 200 mil presos que por ali passaram.

Em Dachau, como em outros campos nazistas, os médicos alemães realizavam experiências médicas nos prisioneiros, tais como testes de alta altitude usando câmaras de descompressão, experimentos com malária e a tuberculose, hipotermia, e testes experimentais para novos remédios e vacinas que servissem aos alemães. Os prisioneiros também eram forçados a serem cobaias em testes de métodos de dessalinização da água e de estancamento de perda de sangue excessivo. Centenas de prisioneiros morreram ou ficaram permanentemente incapacitados como resultado destas experiências.

No dia 26 de abril de 1945, já próximo da data da chegada das Forças Norte-Americanas ao local, os Guardas da SS obrigaram mais de 7.000 prisioneiros, a maioria deles judeus, a iniciarem a chamada “marcha da morte”, uma caminhada que ia de Dachau à Tegernsee, bem mais ao sul. Durante a mencionada marcha, os guardas alemães atiravam em qualquer pessoa que não conseguísse continuar a andar; muitos outros morreram de fome, de frio e exaustão. Três dias depois, as forças norte-americanas libertaram Dachau e uma semana depois libertaram os prisioneiros sobreviventes que haviam sido levados para a marcha da morte

Monumento em homenagem aos prisioneiros que se suicidaram na cerca eletrificada.

Cardápio da Oktoberfest

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O que comer na Oktoberfest???
– Pommes Frites: Batatas-Fritas tamanho XXL
– Brezn: pãozinho tradicional da Baviera, coberto com Sal grosso e em formato de um laço-coração  Dentro das Tendas eles são vendidos pelas “Brotfrauen”
– Brathähnchen: o famoso Frango assado de Padaria. São mais de 500mil frangos consumidos na festa;

– Steckerlfisch : Peixe (cavala) defumada no espeto.

– Eisbein mit Sauerkraut: Joelho de Porco com Repolho.

– Bratwurst mit Semmel: Cachorro-quente com Salsicha Alemã

– Wiener Schnitzel: Filés de Porco empanados; sendo o prato mais tradicional austríaco
– Leberkäse mit Semmel: imagina um sanduiche com um Presunto de 1 polegada.

– Käseknödel: Bolinho de Queijo. Na verdade bolão, do tamanho de uma bola de Tênis.

– Zwiebelkuchen: Bolo de Cebola.

– Lebkuchenherzen: Tradicional lembrança da Festa. Pão de Mel com formado de coração, com alguns dizeres no dialeto da Bavária.
– Apfelkuchen: a tradicional e melhor Torta de Maçã. Com a opção de cobertura de Chantily ou Sorvete de Creme.

– Frutas Açúcaradas ou cobertas com Chocolate: Lembra da Maça do Amor ? Então..

Eagle Nest “Ninho da Águia”

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Berchtesgaden

Em 4 de maio 1945, a Terceira Divisão de Infantaria atingiu a cidade turística de Berchtesgaden e de lá tomou um caminho estreito até Obersalzberg, uma subida com cerca de 1.200 metros. A captura do “Ninho da Águia” seria simbólica, pois os 315 bombardeiros britânicos já haviam pulverizado praticamente todo o complexo nazista. Além da possibilidade de capturar lideres do Terceiro Reich, era uma questão de honra para os soldados americanos. Algo semelhante aconteceu com a bandeira em Iwo Jima, em Fevereiro daquele mesmo ano. Isso sem contar com as Adegas do Marechal Hermann Göring, que construiu uma casa de férias perto do Berghof.
A subida ate o “Kehlsteinhaus” (Ninho da Águia) é um passeio inesquecível, tamanha a beleza do local Quando você chega no topo da montanha, você entende o motivo de Hittler ter passado grande parte de seus 12 anos como Führer (às vezes até 06 meses em 1 ano), em uma casa chamada de Alpine Berghof. Todo o vale do Berghof foi o Untersberg, uma montanha que se diz conter a alma imortal do imperador Carlos Magno, que havia conquistado a maioria da Europa cristã no Século IX.
Dica importante: o “Ninho da Águia” NÃO funciona no Inverno !
A estrada de acesso ao topo da montanha é estreita, feita somente pelos ônibus credenciados.
Para esse passeio, temos dezenas de empresas turisticas que operam na região e cobram uma média de 100 euros por pessoa, isso mesmo..100 EUROS ! (trem até Berchtesgaden, ticket do onibus e guia).
A dica que posso passar é ir na Estação Central (Hauptbahnhof), comprar o “Bayrisch Ticket” para o trem.
Com esse “ticket da Bavária” você e mais quatro pessoas poderão ir ate Berchtesgaden e voltar por 29 euros (válido de 6 da manhã até às 6 da manhã do dia seguinte). Essa viagem de trem tem a duração de mais ou menos 1 hora.
Nesse vídeo que fiz, você pode ter uma ideia de como é essa viagem
Na estação de Berchtesgaden, tem onibus saindo a cada 20minutos para Obersalzberg. Esse onibus já está incluso no “Bayrisch Ticket”. Essa viagem tem a duração de 20 minutos.
Chegando em Obersalzberg, temos o “Dokumentation Obersalzberg“. Além de ser o ponto de partida do tal ônibus que irá percorrer os 1200metros de subida até “Eagle Nest”, temos diversos documentos e fotos da época, e visitação aos acessos do bunker. Se não me engano, o ticket para esse “Centro de Documentação” custa uns 3 euros e o ônibus uns 15 euros.
Nota: “Com base no acordo entre o governo do Estado da Baviera e as forças americanas ocupacionais, as ruínas do Berghof, as casas de Göring e Bormann, a creche, o quartel da SS, a Kamphäusl chamado (onde Mein Kampf, vol . 2 foi escrito) e casa de chá de Hitler foram explodidos. Assim como bunker de Hitler em Berlim, o governo não quer deixar monumentos que poderiam se tornar locais de peregrinação para os neonazistas”.
IMPORTANTE: A estrada que dá acesso a Eagle Nest é estreita e feita apenas pelos onibus credenciados no local. Por questões de segurança, a estrada é fechada normalmente, em Novembro e reabre no fim de Março/Abril. Não existe uma data anual certa, tudo depende das condições climáticas locais. De qualquer forma, o aviso com as datas é publicado no site com umas duas semanas de antecedência.
Maiores informações no site:

Melhor época para viajar

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Gosta de Neve ? Ou prefere Sol e calor ? Tudo colorido? ou tudo marrom ?
Eu gosto muito do Inverno e da Primavera.

O Inverno para muitos é sinônimo de frio, lareira e cobertor.
No meu caso, pensar no Inverno é pensar em diversão.
Sair para passear com os cachorros já se torna um programa divertido, ainda mais se esse passeio for com um Snowboard e em uma montanha. 🙂
Perai, mas nem tudo é diversão, tem dias que o “bicho pega”.O último Inverno 2011/12, tivemos noites com -20°C. Isso mesmo, Urso Polar usando casaco.
Sair de casa é uma novela, 30 minutos para terminar de colocar tanta roupa de frio.
A neve que era fofa e divertida, se transforma em uma verdadeira armadilha. Tudo congelado e escorregadio. Porém esse Inverno foi algo atípico, um dos mais frios dos últimos 30 anos.
A dica do Inverno é fugir do início (sem neve) e do final (neve derretendo, tudo sujo)
O ideal é no final de Janeiro, certeza de ter bastante neve, e a neve começa a derreter no finalzinho de Fevereiro, as vezes Março Gosta de Neve ? Ou prefere Sol e calor ? Tudo colorido? ou tudo marrom ?

Primavera: Sol e céu azul, pouca chuva e tudo colorido.
Um simples moleton resolve tudo e a certeza de ter otimas fotos no seu cartão de memória.
Acho legal o mês de Maio, pois a estação já ficou bem definida e é quando acontece algumas festas bem legais por aqui.

“Ah, eu adoro o Verão, calor,…”
O Verão por aqui é quente, quente mesmo. Tem dias, completamente abafados e sem uma brisa pra ajudar a refrescar. Se você está vindo para curtir os lagos da Bavária, ok. Porem se veio para fazer um “city-tour”, caminhando pelo centro da cidade, tenho pena de você. E olha que sou carioca, acostumado com o calor.
Além disso, temos uma grande instabilidade, com duas semanas de muito Sol e calor, e 3 ou 4 dias de chuva .

Outono: Admito que a paisagem é bucólica e bonita, com 400 toneladas de folhas secas espalhadas pelas ruas e calçadas. O problema dessa estação, é que temos um frio similar ao Inverno, porém sem neve.
Ok, mesmo não tendo temperaturas negativas, grande parte dos casacos que uso no Inverno, já começam a sair do armário nessa época.

Cursos de Alemão

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Se você só sabe contar “ein, zwei, drei” e pensa fazer um Curso de Alemão, essas dicas podem te ajudar. Já estudei em três diferentes instituições (particulares e públicas) e todas apresentavam diferentes metodos de ensino.
Tá vindo como turista ?
Visto de Turista é valido por 3 meses. Portanto o melhor, é fazer a matricula do curso pela internet, de preferência assim que forem abertas, deixando para embarcar para Alemanha uns 2 ou 3 dias antes. As turmas são formadas por 10 ou 15 alunos e essa capacidade é atingida já na primeira semana de inscrição.
Tendo tempo e dinheiro, você pode vir com o visto de estudante de 1 ano. Porém o processo é diferente, envolvendo Consulado Alemão, comprovação de renda para se manter por 1 ano na Alemanha, …aquela verdadeira burocracia.

Posso indicar dois cursos para turistas, infelizmente o terceiro além de ser apenas para residentes, tem duração de 6 meses.

– Münchner Volkshochschule ( € 230, por modulo)
3 horas por dia, Seg-Qui, 4 semanas
Mais opções de horarios e lugares, consequentemente mais vagas a disposição.
Gostei bastante desse curso, achei a forma de aprendizado mais fácil.
http://www.mvhs.de

– Deutsch Akademie ( € 265, por modulo)
3 horas por dia, Seg-Qui, 4 semanas
um pouco mais caro, tem poucas vagas e tem mais prestígio entre os alemães.
Achei esse curso um pouco acelerado, ao ponto que quando faltei 1 dia, no dia seguinte eu estava “boiando”, sem entender nada.
http://www.deutschakademie.de/muenchen/