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Rota Alpina Alemã – uma viagem fabulosa pelos picos dos Alpes

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A Rota Alpina Alemã – um verdadeiro cinema drive-in! Seja bem-vindo ao um passeio panorâmico cheio de curvas, ao longo de 450 km no cenário deslumbrante das montanhas do sul da Baviera, de Lindau, no Lago de Constança, até Berchtesgaden, no lago Königssee. Esse roteiro reúne uma espécie de “seleção nacional” do turismo alemão, seja de carro, pedalando, ou caminhando.

O melhor das montanhas da Baviera são os lugares onde elas mostram o que há de mais típico nessa região, onde há músicos alegres tocando, gente sentada à mesa, cada um com sua caneca de cerveja, e onde os costumes ainda são preservados – e esses lugares são perfeitos também para dirigir. Se tudo isso ainda vier acompanhando de vistas formidáveis, com a sensação de que você só precisa dar um pulo para chegar do outro lado da cordilheira, então pode ter certeza de que você se encontra na Rota Alpina Alemã, em pleno salão de festas dos Alpes.

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Como numa propaganda de chocolate

Sua companhia durante viagem serão mais de 20 lagos cristalinos nas montanhas, castelos altivos, palácios saídos dos contos de fadas, mais de 60 estâncias terapêuticas, desfiladeiros, vales, centenas de picos de montanha e campos ensolarados, onde as leiterias produzem queijos deliciosos. A rota é também um convite para desfrutar de uma culinária de altíssima qualidade e da atmosfera nos chalés, nas cervejarias que servem ao ar livre ou nos cafés aconchegantes à beira dos lagos. Mas o esporte também não fica atrás, com atividades como rafting, todo tipo de esporte aquático, parapente, ciclismo, excursionismo e escaladas ou, naturalmente, os esportes de inverno nas diversas pistas de esqui.

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Impossível pedir mais

Ao longo da rota, as hospedagens vão desde férias na fazenda até hotéis de luxo. Cercada de uma enorme riqueza natural e cultural, a rota explora atrações mundialmente famosas, como o pico de Zugspitze, os castelos reais perto de Füssen, os mosteiros Ettal e Benediktbeuern, o lago Chiemsee, o patrimônio mundial na igreja Wieskirche, Watzmann, St. Bartholomä no lago Königssee, o Parque Nacional dos Alpes em Berchtesgaden e muito mais.

Alpen_Bayern_Aussicht_Tegernsee_BaumgartenschneidQuem já esteve aqui sabe disso!

É recomendável parar de vez em quando, ou melhor, frequentemente para apreciar esse panorama espetacular oferecido pelos Alpes. Afinal, há poucos lugares onde é possível chegar de carro a uma paisagem digna de um cartão postal, como aqui. Na verdade, uma viagem de curta duração é pouco para a Rota Alpina Alemã!

ROTA ALPINA ALEMÃ

EXTENSÃO: 450 km

DESTAQUES:
Berchtesgaden: Watzmann, Parque Nacional,
Chiemsee: lago Herrenchiemsee, ilha Fraueninsel, mosteiro
Ettal: mosteiro
Füssen: castelo Neuschwanstein
Lindau: Lago de Constança,
Königssee: St. Bartholomä, capela Eiskapelle
Oberammergau: festival Passionsspiele
Garmisch-Partenkirchen: Zugspitze
Pfaffenwinkel: igreja Wieskirche

www.deutsche-alpenstrasse.de

O que acontece quando você vive no exterior

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O texto a seguir é uma tradução de “What happens when you live abroad“, da Chelsea Fagan. 

Uma característica muito comum de pessoas que vivem no exterior é encontrá-los amontoados em bares e restaurantes, falando não apenas sobre a sua terra natal, mas sobre a experiência de sair. E por incrível que pareça, esses grupos de expatriados não são necessariamente todos dos mesmos países de origem, muitas vezes, a mera experiência de mudança de local e cultura é suficiente para conectá-los e construir as bases de uma amizade. Eu conhecia uma quantidade razoável de expatriados – de diferentes períodos de estadia – nos Estados Unidos, e é reconfortante ver que aqui na Europa, os bares de “estrangeiros” são tão predominantes e preenchidos com a mesma vibração quente e nostálgica.

Mas uma coisa que, sem dúvida, existe entre todos nós, algo que permanece não-dito em todos os nossos encontros, é o medo. Há um medo palpável em viver em um novo país, e embora seja mais agudo nos primeiros meses, até mesmo anos, da sua estadia, nunca evapora completamente ao longo do tempo. Ele simplesmente muda. A ansiedade que já foi concentrada em como você vai fazer novos amigos, se ajustar e dominar as nuances da linguagem tornou-se a questão repetida “O que eu estou perdendo?”. Conforme você se estabelece em sua nova vida e novo país, conforme o tempo passa e se torna menos uma questão de há quanto tempo você está aqui e mais uma de há quanto tempo você se foi, você percebe que a vida em casa seguiu sem você. As pessoas cresceram, mudaram, se casaram, se tornaram pessoas completamente diferentes – e você também.

É difícil negar que o ato de viver em outro país, em outro idioma, muda você fundamentalmente. Diferentes partes da sua personalidade se destacam, e você assume qualidades, maneirismos e opiniões que definem as novas pessoas ao seu redor. E não há nada de errado nisso, muitas vezes é parte da razão pela qual você partiu, em primeiro lugar. Você queria evoluir, mudar alguma coisa, para colocar-se em uma desconfortável situação nova que iria forçá-lo a entrar numa nova fase de sua vida.

Então, muitos de nós, quando deixamos nossos países de origem, queremos escapar de nós mesmos. Construímos enormes redes de pessoas, bares e cafés, de argumentos e exes e os mesmos cinco lugares de novo e de novo, dos quais sentimos que não podemos nos libertar. Há muitas pontes que foram destruídas, ou amor que se tornou azedo e feio, ou restaurantes em que você comeu tudo no menu pelo menos dez vezes – a única maneira de escapar e tornar a sua ficha limpa é a ir a algum lugar onde ninguém saiba quem você foi, e nem vá perguntar. E, embora seja extremamente refrescante e estimulante sentir que você pode ser quem você quiser ser e vir sem a bagagem do seu passado, você percebe o quanto de “você ” foi mais baseado em localização geográfica do que qualquer outra coisa.

Andar pelas ruas sozinho e jantar em mesas para um – talvez com um livro, talvez não – em que você fica sozinho por horas, dias a fio com nada além de seus próprios pensamentos. Você começa a falar sozinho, perguntando coisas a si mesmo e respondendo-as, e fazendo as atividades do dia com uma lentidão e uma apreciação que você nunca antes sequer tentou. Até ir apenas ao supermercado – estando em um empolgante lugar novo, sozinho, em um novo idioma – é uma atividade emocionante. E ter que começar do zero e reconstruir tudo, ter que reaprender a viver e realizar atividades diárias como uma criança, fundamentalmente lhe altera. Sim, o país e seu povo terão o seu próprio efeito sobre quem você é e o que você pensa, mas poucas coisas são mais profundas do que simplesmente começar de novo com o básico e confiar em si mesmo para construir uma vida de novo. Eu ainda tenho que encontrar uma pessoa que eu não ache que se acalmou com a experiência. Há uma certa quantidade de conforto e confiança que você ganha consigo mesmo quando você vai para este lugar novo e começa tudo de novo, e uma noção de que – aconteça o que acontecer no resto da sua vida – você foi capaz de dar esse passo e pousar suavemente pelo menos uma vez.

Mas existem os medos. E sim, a vida continuou sem você. E quanto mais tempo você ficar em seu novo lar, mais profundas essas mudanças se tornarão. Feriados, aniversários, casamentos – cada evento que você perde de repente se torna uma marcação em uma resma de papel sem fim. Um dia, você simplesmente olha para trás e percebe que tanta coisa aconteceu na sua ausência, que tanta coisa mudou. Você acha cada vez mais difícil iniciar conversas com as pessoas que costumavam ser alguns dos seus melhores amigos, e piadas internas se tornam cada vez mais estranhas – você se tornou um estranho. Há aqueles que ficam tanto tempo fora que nunca podem voltar. Todos nós conhecemos o expatriado que está em seu novo lar há 30 anos e que parece ter quase substituído os anos perdidos longe de sua terra natal com total imersão apaixonada em seu novo país. Sim, tecnicamente eles são imigrantes. Tecnicamente a sua certidão de nascimento iria colocá-los em uma parte diferente do mundo. Mas é inegável que qualquer que seja vida que eles deixaram em casa, eles nunca poderiam juntar todos os pedaços. Essa pessoa antiga se foi, e você percebe que a cada dia você se aproxima um pouquinho mais de você mesmo se tornar essa pessoa – mesmo se você não quiser.

Então você olha para sua vida, e os dois países que a seguram, e percebe que agora você é duas pessoas distintas. Por mais que seus países representem e preencham diferentes partes de você e o que você gosta na vida, por mais que você tenha formado laços inquebráveis com pessoas que você ama em ambos os lugares, por mais que você se sinta verdadeiramente em casa em qualquer um, você está dividido em dois. Para o resto de sua vida, ou pelo menos você se sente assim, você vai passar seu tempo em um incômodo anseio pelo outro, e esperar até que você possa voltar por pelo menos algumas semanas e mergulhar de volta à pessoa que você era lá. Leva-se muito tempo para conquistar uma nova vida para si mesmo em algum lugar novo, e isso não pode morrer, simplesmente porque você se moveu ao longo de alguns fusos horários. As pessoas que lhe acolheram no país delas e tornaram-se sua nova família, eles não vão significar menos para você quando você está longe.

Quando você vive no exterior, você percebe que, não importa onde você esteja, você sempre será um expatriado. Sempre haverá uma parte de você que está longe de sua casa e jaz adormecida até que possa respirar e viver com todas as cores de volta ao país onde ela pertence. Viver em um lugar novo é algo belo e emocionante, e pode lhe mostrar que você pode ser quem você quiser – em seus próprios termos. Pode dar-lhe o dom da liberdade, de novos começos, de curiosidade e empolgação. Mas começar de novo, entrar naquele avião, não vem sem um preço. Você não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo e, a partir de agora, você sempre ficará acordado em certas noites e pensará em todas as coisas que você está perdendo em casa.

Munique: qual a melhor região para se hospedar?

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É o tipo de pergunta que mee fazem o tempo todo e obviamente eu faço a meus amigos que moram em cidades que pretendo viajar.

Você quer praticidade, andar pouco e ter toda a malha de transporte público a sua disposição ?

Pois bem, não tenho dúvida que a região no entorno da Estação Central de Trens (Hauptbahnhof) é a melhor opção. De qualquer extremo da cidade que você esteja passeando, você irá encontrar um metro, um onibus ou um bonde que tenha o “Hauptbahnhof” como destino.

É obvio que nessa região, não espere encontrar esquilos saltitantes em um belo jardim na frente do Hotel. Lembre-se: você está no marco zero da cidade, chegada e saida de milhares de turistas. Isso serve para todas as cidades no mundo, as redondezas das Estações Centrais são sempre feias. Porém você está em Munique, você não precisa se preocupar em andar de noite por essa região. Roubo zero, ok !?!

A opção de Hostels e Hoteis com preços baixos é maior nessa região citada. É praticamente um Hotel colado no outro, com muita opção de resturante e “fast food”

Se você prefere um lugar menos tumultuado, evitando a Estação Central. Se Hoteis na região central estão lotados (acredite, na Oktoberfest não tem nem casinha de cachorro disponivel), .. Enfim, a segunda dica é procurar hoteis que estejam proximos as estações em destaque no mapa abaixo, de Pasing ateOstbahnhof. Por que ? Simples, observe que a rede de metro continua intensa nessas estações. Ou seja, você não precisa ficar esperando 20 minutos pelo proximo metro, pois é o que acontece quando voce só tem uma linha de metro para sua região. Nessas estações que destaquei no mapa (essas capsulas brancas), você tem metro de 2 em 2 minutos.

Ficar no fim de linha de metrô é, de fato, uma chatice. Você começa e termina o seu dia com aquela mesma seqüência interminável de estações (a gente se sente como se fosse para o trabalho). Passar no hotel no meio do dia para buscar algo que esqueceu acaba se tornando uma novela e tomando um tempo e uma energia que custam muito mais do que a diferença do que você pagaria por um hotel mais central.

Se você prefere ficar numa região agitada à noite, não apenas para agitar de fato, como também para se sentir em segurança em ruas que não morrem cedo , escolha Karlsplatz ou Sendlinger Tor. De preferência próximo a avenidaSonnenstraße.

Quer dormir e acordar praticamente dentro da Oktoberfest ? Então procure algo proximo a Theresienwiese ou um hotel que tenha a linha U4 e U5 por perto. Todos os hoteis costumam indicar em seus websites “estamos a 3 minutos da estação de metro tal e tal”.

A outra opção é a estação de Hackerbrücke. Esse local é marcante pela imensa ponte de ferro que atravessa as linhas de trem que abastecem a Estação Central. Em Hackerbrücke, você caminha de 5 a 10 minutos e já está dentro da Oktoberfest.

Quer dormir e acordar num lugar lindo? Abrir as cortinas e ter um belo lago como cenário ? Ou você esta de carro e quer fazer um tour pela Bavária ? RecomendoStarnberger See ou Ammersee. Lembre-se que nessa região temos uma linha de metro para cada lago citado, porém estamos bem afastados do centro. Algo em torno de 30 minutos de Metro, porém com a Autobahn muito próxima.

Castelo de Neuschwanstein

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O Castelo Neuschwanstein ou “Novo Cisne de Pedra”, localizado ao Sudoeste da Bavária, construído na segunda metade do século XIX, serviu de inspiração para a Walt Disney criar o famoso Castelo da Cinderela.

Foi idealizado pelo Rei Ludwig II, inspirado na obra de seu amigo e protegido, o grande compositor Richard Wagner. Muitos dizem que Wagner foi o seu grande e único amor. Enfim, isso não vem ao caso. O projeto desse Castelo não foi feito por um Arquiteto e sim por um Projetista de cenários para peças teatrais (Christian Jank). A primeira pedra do Castelo foi colocada no dia 5 de Setembro de 1869. O cenário a sua volta não poderia ser mais perfeito, pois além de um lago na frente, temos uma enorme floresta ao fundo.
O Rei Ludwig II era um grande admirador das artes, e construiu o castelo para servir de refúgio, para ter um lugar onde isolar-se do mundo – hoje, é um dos edifícios mais visitados do planeta.

Apesar do seu aspecto medieval, a construção do Castelo de Neuschwanstein requereu a moderna tecnologia da época, sendo o castelo uma maravilha dos acabamentos da tecnologia estrutural. Engenhos a vapor e eléctricos, ventilação moderna e canalizações de aquecimento fazem, todos eles, parte da estrutura.

Muitas das salas do castelo são inspiradas em óperas do compositor alemão Richard Wagner, e infelizmente as fotografias internas são proibidas. O cisne foi escolhido como símbolo do castelo para homenagear o Cavaleiro do Cisne, Lohengrin, antiga lenda que inspirou Wagner a criar uma ópera de mesmo nome.

O Castelo estava próximo da conclusão quando, em 1886, o Rei foi declarado insano pela Comissão de Estado, e aprisionado no castelo. “Como pode declarar-me insano? Ainda não me examinou!” (Rei Ludwig II questionando o Psiquiatra Dr.Von Gudden). Levado para Berg, foi encontrado, no dia 13 de Junho de 1886, afogado em águas superficiais do Lago Starnberger, juntamente com o Psiquiatra Gudden, . As circunstancias exactas da sua morte permanecem inexplicadas. Mistéeeerio

Uma das fotos mais interesantes do Castelo, deverá ser feita na Marienbrücke (Ponte de Maria) sobre o desfiladeiro Pöllat, assim chamada em homenagem a Maria da Prússia. Essa ponte me lembra os filmes de Indiana Jones.

A dica para ir, é comprar o “Bayern Ticket” de trem. Com esse Ticket, você poderá ir e voltar por 22 €, caso tenha acompanhantes, + 4 € por pessoa. Lembrando que o máximo permitido por Ticket-Familia serão de 5 adultos.