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Category Archives: Dicas Munique

Um bate-papo com o Ulisses Neto da Jovem Pan Online no Hofbräuhaus (Munique)

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“Munique tem muito mais do que ‘apenas’ a festa da cerveja mais famosa do mundo. Mas, mesmo que muito longe de outubro, não é possível evitar uma cerveja na capital da Baviera. Até porque, a bebida – que aqui tem status de alimento indispensável na dieta local – é a desculpa ideal para começar uma boa conversa. Abaixo, mais um trecho do bate-papo com o arquiteto Leo Cunha, que mora em Munique há cinco anos e foi meu cicerone por um dia. Na sequência, mais alguns registros da cidade que é modelo da eficiência alemã.” Ulisses Neto

O Mundo Segundo Os Brasileiros – Munique (Alemanha)

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Um pouco de Munique apresentado por brasileiros que vivem na capital da Baviera.
A capital da Baviera tem cerca de 1,3 milhão de habitantes e é uma cidade onde a maior parte dos pontos turísticos pode ser visitada a pé.
Natureza intacta, ar puro, riqueza cultura e o proverbial modo de vida caloroso dos bávaros são a sua marca registrada. Sejam festas com trajes típicos ou no Festival de Ópera – as fortalezas e cidadezinhas medievais, castelos magnificentes e igrejas barrocas oferecem, além das metrópoles, os cenários perfeitos. Tradição e modernidade em perfeita sintonia.
Mas é preciso mais que “apenas” paisagens bonitas e diversidade cultural para atrair uma quantidade tão grade de turistas ano após ano: uma oferta significativa e qualificada nas áreas de bem-estar, famílias, natureza (verão e inverno), cultura e cidades, culinária, assim como viagens de negócios oferecem confiabilidade para quem visita a Baviera.

Um passeio pelas Estacoes de Metro de Munique

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As estações de metrô são espaços pensados principalmente para prover mobilidade e servirem como zonas de transição para transeuntes. Porém, muitas estações de metrô ao redor do mundo tornaram-se não só pontos de chegada e partida, mas também atrações turísticas por si só.

Nas cidades onde os sistemas de transporte público são eficientes, muitos cidadãos se tornam dependentes do metrô. Mas, infelizmente, a grande maioria dos usuários de metrô não investe tempo extra para apreciarem as diversas artes que podem ser encontradas na arquitetura interna. Seja por falta de interesse, por não perceberem o valor ou estarem com muita pressa, as pessoas costumam simplesmente seguir seu caminho sem pararem para observar os detalhes.

Em inúmeros países, principalmente na Europa, equipes de arquitetos decidiram quebrar a monotonia e proporcionar experiências mais ricas e diversificadas ao público viajante, e o resultado se deu com estações de metrô completamente transformadas em espaços maravilhosos.

Jogos de cor, projeções de luz, jardins suspensos, exposições de arte, desenhos virtuosos ou museus

históricos, enfim, certas estações de metrô são formidáveis quando consideramos os trabalhos únicos que arquitetos fizeram para criar esses espaços subterrâneos.

Essas estações de metrô passaram a refletir o espírito das grandes cidades. Mas existem metrópoles cujas linhas subterrâneas são um espetáculo à parte. Seja em Estocolmo ou em Moscou, em Paris ou Montreal, algumas estações transformam a experiência de circular de trem por baixo da superfície em um deleite para os olhos.

Em Munique são 07 linhas de U-Bahn (metro), 08 linha de S-Bahn (trens de superfície), alem do Straßenbahn (Tram ou Bonde) e ônibus. Você pode utilizar todo o sistema de transporte publico, com um único ticket (Tageskarte ou Cartões Diários). Clique aqui o link e saiba um pouco mais sobre o sistema de transporte publico em Munique.

O passeio começa pela linha do U-Bahn U1 (verde) OLYMPIA-EINKAUFSZENTRUM em direção a MANGFALLPLATZ. Ou vice-versa, começando em MANGFALLPLATZ em direção a OLYMPIA-EINKAUFSZENTRUM

 

  • OLYMPIA-EINKAUFSZENTRUM (foto abaixo)
  • GEORG-BRAUCHLE-RING (foto abaixo)

 

  • WESTFRIEDHOF (foto abaixo)
  •  GERN (foto abaixo)

  •  ROTKREUZPLATZ
  • MAILLINGERSTRASSE
  • STIGLMAIERPLATZ
  • HAUPTBAHNHOF (ESTACAO CENTRAL)
  • SENDLINGER TOR
  • FRAUNHOFERSTRASSE
  • KOLUMBUSPLATZ
  • CANDIDPLATZ (foto abaixo)

  • WETTERSTEINPLATZ (foto abaixo)

  • ST.-QUIRIN-PLATZ (foto abaixo)

  •  MANGFALLPLATZ
    TROCA DE LINHA… U2 (VERMELHA)
     O PASSEIO COMEÇA EM FELDMOCHING E VAI ATE KOLUMBUSPLATZ (OU VICE-VERSA)
  • HASENBERGL (foto abaixo)
  •  DÜLFERSTRASSE (foto abaixo)

  •  HARTHOF
  • AM HART (foto abaixo)

    FRANKFURTER RING

  • MILBERTSHOFEN (foto abaixo)
  • SCHEIDPLATZ
  • HOHENZOLLERNPLATZ
  • JOSEPHSPLATZ
  • THERESIENSTRASSE
  • KÖNIGSPLATZ (foto abaixo)

 

  • HAUPTBAHNHOF (ESTACAO CENTRAL)
  • SILBERHORNSTRASSE
  • UNTERSBERGSTRASSE
  • KARL-PREIS-PLATZ
  • INNSBRUCKER RING
  • KREILLERSTRASSE
  • JOSEPHSBURG (foto abaixo)

  • TRUDERING (foto abaixo)
  •  MOOSFELD (foto abaixo)

  •  MESSESTADT WEST (foto abaixo)

  •  MESSESTADT OST
  • SENDLINGER TOR
  • FRAUNHOFERSTRASSE
  • KOLUMBUSPLATZ

TROCA DE LINHA… U3 (LARANJA) 
O PASSEIO COMEÇA EM MOOSACH E VAI ATE SENDLINGER TOR (VICE-VERSA)

  • MOOSACH (foto abaixo)
  •  MOOSACHER ST.-MARTINS-PLATZ (foto abaixo)

  •  OBERWIESENFELD (foto abaixo)

  •  OLYMPIAZENTRUM
  • PETUELRING
  • SCHEIDPLATZ
  • BONNER PLATZ
  • MÜNCHNER FREIHEIT (foto abaixo)

  • GISELASTRASSE
  • UNIVERSITÄT
  • ODEONSPLATZ
  • MARIENPLATZ (foto abaixo)
  •  GOETHEPLATZ
  • POCCISTRASSE
  • IMPLERSTRASSE
  • BRUDERMÜHLSTRASSE
  • THALKIRCHEN (TIERPARK) – ZOOLOGICO (foto abaixo)

  • OBERSENDLING
  • AIDENBACHSTRASSE
  • MACHTLFINGER STRASSE
  • FORSTENRIEDER ALLEE
  • BASLER STRASSE
  • FÜRSTENRIED WEST
  • HAUPTBAHNHOF (ESTACAO CENTRAL)
  • SENDLINGER TOR

TROCA DE LINHA… U4 (AZUL) 
O PASSEIO COMEÇA EM GARSCHING-FORSCHUNGSZENTRUM E VAI ATE SENDLINGER TOR (OU VICE-VERSA)

  • GARCHING-FORSCHUNGSZENTRUM
    GARCHING

  • GARCHING-HOCHBRÜCK
  • FRÖTTMANING 

  • KIEFERNGARTEN
  • FREIMANN
  • STUDENTENSTADT
  • ALTE HEIDE
  • NORDFRIEDHOF
  • DIETLINDENSTRASSE
  • MÜNCHNER FREIHEIT 
  • GISELASTRASSE
  • UNIVERSITÄT
  • ODEONSPLATZ
  • MARIENPLATZ 

  • GOETHEPLATZ
  • POCCISTRASSE
  • IMPLERSTRASSE
  • HARRAS
  • PARTNACHPLATZ
  • WESTPARK
  • HADERNER STERN
  • GROSS-HADERN 
  • KLINIKUM GROSSHADERN

  •  SENDLINGER TOR

TROCA DE LINHA… U7 (VERDE) 
O PASSEIO COMEÇA EM WESTFRIEDHOF E VAI ATE SENDLINGER TOR (OU VICE-VERSA)
* LEMBRANDO QUE AS ESTACOES MAIS INTERESSANTES DA LINHA U7  SAO WESTFRIEDHOF E GERN. AMBAS ESTACOES FAZEM PARTE DO ROTEIRO DA LINHA U1.

  • WESTFRIEDHOF

  •  GERN

  •  ROTKREUZPLATZ

    MAILLINGERSTRASSE

  • STIGLMAIERPLATZ
  • HAUPTBAHNHOF (ESTACAO CENTRAL)
  • SENDLINGER TOR
  • FRAUNHOFERSTRASSE
  • KOLUMBUSPLATZ
  • SILBERHORNSTRASSE
  • UNTERSBERGSTRASSE
  • KARL-PREIS-PLATZ
  • INNSBRUCKER RING
  • MICHAELIBAD
  • QUIDDESTRASSE
  • NEUPERLACH ZENTRUM

O copo ideal

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Cada cerveja proveniente das diversas regiões alemãs, seja de trigo, clara ou escura, requer copos específicos que ressaltam o sabor, sobrepõem os aromas e ajudam a formar a melhor espuma.

 

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Não é nenhum segredo que a Alemanha é uma das principais produtoras de cerveja. Mas qual a maneira correta de degustar a bebida? Muitas vezes o segredo se resume à espuma do topo. O formato cônico do copo ajuda a manter o aroma, enquanto um copo fininho preserva o frescor.

 

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Para os cervejeiros de Colônia estes copos de 20 cl são essenciais. O termo Kölsch (adjetivo referente a Köln, nome de Colônia em alemão) é restrito a cervejarias dentro e nos arredores de Colônia. Garçons carregam bandejas circulares com alças cheias de Kölsch e trocam constantemente os copos cheios pelos vazios. Se você não quer beber mais, tampe o copo.Para os cervejeiros de Colônia estes copos de 20 cl são essenciais. O termo Kölsch (adjetivo referente a Köln, nome de Colônia em alemão) é restrito a cervejarias dentro e nos arredores de Colônia. Garçons carregam bandejas circulares com alças cheias de Kölsch e trocam constantemente os copos cheios pelos vazios. Se você não quer beber mais, tampe o copo.

 

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Assim como os rivais às margens do Reno, os moradores da vizinha Düsseldorf também têm uma especialidade, a Altbier. O copo também comporta 20 cl, mas é mais curto e largo que o de Colônia. E como a Altbier é de alta fermentação, o sabor ficaria choco se fosse servida em copos largos, diz um produtor. “No copo correto, a ‘Alt’ solta seu aroma e forma uma espuma compacta.”
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“Um copo de pilsen se estreita em direção à boca do copo, para que o aroma de lúpulo alcance o nariz”. “Isto melhora o sabor da cerveja.” Alguns copos são apenas cilíndricos, outros, como o da foto, têm o formato de tulipa. O pedestal da base é somente ornamentação e não influencia o sabor da bebida.

 

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A cerveja típica da Oktoberfest ou “helles” é servida em uma caneca de um litro, chamada “Mass”. Originalmente de cerâmica, estas canecas são produzidas para resistir às diversas rodadas de brindes e celebrações. Quando vazias, elas pesam mais de um quilo cada uma! Imagine então o quanto elas ajudam a delinear os músculos quando estão cheias! Prosit!

 

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Os copos da “Hefeweizen”, a cerveja clara de trigo, são altos e sinuosos. O elevado teor de dióxido de carbono forma a espuma na parte superior da bebida. Para isso, a cerveja deve ser derramada no copo vagarosamente. O diâmetro ampliado no topo do copo acomoda a espuma extra, assim como seus aromas florais.

 

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Até mesmo os soldados de Napoleão levantaram seus copos para brindar a “champanha do norte”. Uma fermentação especial à base de culturas de ácidos lácticos dá à “Berliner Weisse” sua característica borbulhante e de sabor único, geralmente complementada com um toque de framboesa ou xarope de aspérula (Waldmeister). O copo amplo serve para acomodar bem a espuma.

 

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Todos os detalhes do copo da “Schwarzbier”, a cerveja escura, celebram a experiência da degustação. A forma, a espessura e o tratamento dado à borda do vidro salientam o sabor. O formato amplo da boca do copo permite exalar melhor a nota de castanha torrada, chocolate e pão fresco. O formato também ajuda na manutenção da espuma, encorajando a degustar a bebida devagar.

 

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Ao beber a “Bönnsch”, da cidade de Bonn, os amantes de cerveja seguram em suas mãos pequenas obras-primas inspiradas pelo designer Luigi Colani. A “Bönnsch” é uma versão não filtrada da “Kölsch”. Apesar de não alterar o sabor da bebida, o copo é mais popular que a própria cerveja, especialmente entre turistas que procuram por um souvenir diferente, diz o dono da cervejaria.

 

Munique – Cidade do estilo de vida

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Knödel, Strudel, Schmankerl e cerveja – saboreando Munique

 

Comidas típicas da Baviera nos restaurantes e cervejarias, assim como especialidades de outros países nos Ristorantes, Sushibars e Tavernas, convidam para um tour de descobertas culinárias por Munique.

Antes de partir para uma volta ao mundo pela gastronomia internacional de Munique, é recomendável tomar uma deliciosa cerveja de Munique e testar um tradicional “Schmankerl”.

Seis grandes cervejarias fazem a fama da cidade como metrópole da cerveja: Augustiner, Hacker-Pschorr, Löwenbräu, Paulaner, Spaten e Staatliches Hofbräuhaus. Seja em um “Biergarten”, ao ar livre, na Oktoberfest, quando é servida a cerveja mais forte “Starkbier”, ou nos restaurantes tradicionais da cidade, não faltam oportunidades para provar a variedades de cervejas de Munique durante todo o ano.

Uma típica cervejaria de Munique serve pratos bem servidos em todas as variações. Quem prefere porções menores, pode pedir um “Brotzeit”, uma espécie de lanche bávaro: Rettich e Radieschen, dois tipos de rabanete, salsichas e queijo, pão Brezen fresquinho e pão preto, com “Schmalz”, um patê com gordura de porco, ou cebolinhas – tudo isso acompanhado de uma cerveja tirada na pressão, ou de um caneco de Radler, uma mistura de cerveja com refrigerante.

Muitos dos mistérios da cozinha internacional também podem ser descobertos em Munique: o amor pela cozinha “exótica” na cidade começou com os primeiros contatos com a Itália e outros países europeus. Hoje, diversas tratorias, restaurantes e bares, além de tavernas e bistrôs, já são considerados casas tradicionais de Munique. Atualmente, a escolha vai desde a costa do Atlântico até o Extremo Oriente, dando uma volta ao mundo pelas cozinhas da Europa até a Ásia ou África.

Slow or Fast – tradicional ou fusion, leve ou pesada, “haute cuisine” ou “Brotzeit” – a oferta abrange especialidades para todos os gostos. O ambiente também pode ser escolhido de acordo com as preferências, seja um templo gastronômico, um restaurante típico ou um café da moda.

É claro que a escolha número um continua sendo o clássico do verão, os “Biergarten”, onde os habitantes de Munique dividem com visitantes do mundo inteiro a mesma mesa e o mesmo banco nas cervejarias ao ar livre. À sombras das castanheiras, o cliente não só é servido com bebidas geladas, cerveja e especialidades bávaras, mas pode até mesmo trazer sua própria comida – uma particularidade da Baviera.

Já na primavera, começa a “quinta estação do ano”, cuja origem é a arte da fabricação de cerveja: a época católica do jejum é também a época da “Starkbier”, uma cerveja forte com maior teor de malte e álcool. Seguindo a tradição, durante o mês de março, todas as cervejarias da cidade servem esta cerveja muito nutritiva, que foi justamente criada por monges de Munique para suportar melhor as agruras da fase em jejum. O programa também inclui música e dança, completando a alegria.

 

Mitos e fatos da Reinheitsgebot, a ‘lei de pureza da cerveja alemã’

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A Reinheitsgebot, nome moderno dado à lei de 1516 que transformou a água, a cevada e o lúpulo nos únicos ingredientes permitidos para a cerveja na Baviera, vai completar meio milênio de existência no ano que vem, cercada de falta de conhecimento, mitos e besteiras repetidas à exaustão por entusiastas das cervejas artesanais. Por outro lado, continua sendo vista, e tratada, como um patrimônio do mundo cervejeiro, tanto que há um grupo de cervejeiros alemães empenhado em torná-la patrimônio da humanidade.

Poucas pessoas entendem realmente a sua origem e suas implicações. Mesmo a maioria das cervejarias que dizem segui-la não a respeitam de verdade a lei de pureza. Para começar, é necessário separar a lei de 1516 da atualmente vigente. São completamente distintas.

A lei promulgada pelo duque Guilherme IV da Baviera, em 23 de abril de 1516, não tinha nome e não incluía as leveduras, que só mais tarde, no século 19, foram reconhecidas como protagonistas da fermentação, pelos estudos de Louis Pasteur, e o termo “cevada” (gersten) foi substituído por “malte de cevada” (gerstenmalz). Em 1918, quando da formação da República de Weimar, ela foi batizada de “Reinheitsgebot” ou “exigência de pureza”.

Dizem seus adeptos que ela é a mais antiga lei de controle de alimentos do mundo ainda em vigor. Seria, se ainda estivesse em vigor de fato. Ocorre que, recentemente, por influências da União Européia (que considerava a Reinheitsgebot uma norma protecionista, e a derrubou em 1987) e para se adaptar ao mercado moderno ela acabou sofrendo drásticas modificações, fazendo hoje parte do “German Tax Code”.

Com o passar dos anos a Reinheitsgebot aumentou a sua abrangência, mas desde a decisão da Corte Europeia, ela não atinge a produção de cerveja voltada ao mercado externo. Aliás, muitos de vocês ficariam pasmos de saber que a produção de cervejas com arroz para exportação foi uma grande característica das cervejarias alemães que certamente contribuíram para o “enfraquecimento” da cerveja no século passado. Não abrange também cervejas produzidas fora da Alemanha e por cervejeiros caseiros. A Reinheitsgebot atual, aliás, libera o uso de açúcar. E, tecnicamente, pode piorar a qualidade da cerveja, com as limitações ao tratamento da água, ao uso de nutrientes para as leveduras, à adição de gás carbônico, ao tratamento das leveduras para reutilização, e dos lúpulos para evitar aromas desagradáveis.

Fora isso, não se pode dizer sequer que ela é a lei do tipo mais antiga da Alemanha. Em Augsburg, em 1156, havia uma lei muito mais diretamente ligada à qualidade da bebida, que determinava que o cervejeiro que fizesse cerveja ruim teria que doá-la aos pobres, ou simplesmente jogá-la fora. Outras legislações cervejeiras apareceram em Nuremberg em 1293, em Munique em 1363 até que em 1447 surgiu a limitação dos ingredientes, ignorada pelos cervejeiros por 40 anos, até que o duque Albrecht IV (pai de Guilherme IV) repetiu a ordem, que aparece em outra lei em 1493. Todas essas normas vieram antes da Reinheitsgebot, que, pelo visto, não trouxe grandes novidades.

É importante notar que a lei de 1516 não era sequer uma lei “alemã”, era uma lei “bávara”. Existe uma tendência, hoje em dia, de classificar os estilos cervejeiros por “escolas” seguindo as fronteiras atuais, que inexistiam séculos atrás. A região norte do que hoje é a Alemanha não estava sujeita a lei da Baviera, e assim permaneceram por quase quatro séculos, até a unificação, produzindo estilos que não se enquadravam nas restrições, como as gose de Leipzig (que têm adição de sal e coentro) e as berliner weisse (que usam trigo).

Falando em trigo… um dos motivos que destrói o argumento de que a Reinheitsgebot seria uma regra para manter a “qualidade da cerveja” é a exclusão do trigo como ingrediente. Esse é um dos indicativos mais claros do contexto político e econômico que gerou a lei. O trigo está na gênese da história cervejeira alemã, tanto que os vestígios mais antigos de fabricação da bebida naquela região, encontrados no sítio arqueológico próximo ao vilarejo de Kasendorf, em Kulmbach, datados de cerca de 800 a.C. são de uma cerveja de trigo escura.

Na época da promulgação da lei, o monopólio da produção das cervejas de trigo era privilégio da casa nobre de Degenberg. Ao proibir o trigo, o duque Guilherme IV, que pertencia à casa de Wittelsbach, deu um golpe fatal na saúde financeira dos rivais, como conta Horst Dornbusch, uma das principais autoridades na história da cerveja alemã. Somente em 1602, quando Sigismund Degenberg morreu sem deixar herdeiros, as propriedades da família foram passadas ao clã reinante e – surpresa! – as weissbiers voltaram a ser legalizadas, pelo duque Maximilian I, bisneto de Guilherme IV.

Nunca é demais ressaltar que, além de não ostentar desde o início o nome pelo qual se tornou um fenômeno de marketing das cervejarias, a maior parte do texto da Reinheitsgebot trata puramente de controle de preços. Além de motivações locais, essa preocupação com o tabelamento pode estar relacionada ao prelúdio da chamada “Revolução dos Preços” que afetou a Europa Ocidental entre o fim do século 15 e o começo do século 17, como demonstra o economista Douglas Fisher no ensaio “The Price Revolution: A Monetary Interpretation”, publicado em 1989 no World Journal of Economic History.

Outras razões de ordem econômica, mais específicas, já foram apresentadas por diversos autores. A necessidade de resguardar o trigo e o centeio para a fabricação de pães é frequentemente destacada, ainda que não haja fontes documentais contemporâneas muito precisas quanto a este ponto. Mais bem documentado é o poder que a Igreja Católica havia obtido por meio do “grutrecht”, o direito de distribuir e conceder permissão para uso do “gruit”, a (suposta) mistura de ervas que antecedia o lúpulo como elemento de tempero e conservação da cerveja. Instituir o lúpulo foi uma forma de retomar o controle sobre as novas cervejarias que começaram a proliferar.

Havia mais um fator econômico a respeito do lúpulo. Sem contar um outro fator fundamental: as cervejas bávaras perdiam de lavada a disputa no comércio marítimo para as cidades integrantes da Liga Hanseática, que haviam adotado o lúpulo há cerca de um século e meio, e tinham suas cervejas exportadas com sucesso para Amsterdam e outros portos europeus. Ao adotá-lo como ingrediente básico, longe de estar na vanguarda de qualquer coisa, a Baviera estava no máximo tentando alcançar os concorrentes. E isso quando as cervejas lupuladas de Einbeck – chamadas jocosamente de bock – já começavam a invadir a região.

Enfim, a crítica básica à Reinheitsgebot é bem simples, na realidade. Deriva do “misticismo” em torno dela, que gera uma admiração pueril. O que mais se vê são cervejarias afirmando com orgulho que “seguem a lei de pureza alemã de 1516″… A maioria, provavelmente em sua ignorância, a desrespeita nas entrelinhas dos rótulos.

Para comparação, seguem os textos, traduzidos para o inglês:

A lei de 1516:

We hereby proclaim and decree, by Authority of our Province, that henceforth in the Duchy of Bavaria, in the country as well as in the cities and marketplaces, the following rules apply to the sale of beer:

From Michaelmas to Georgi, the price for one Mass [Bavarian Liter 1,069] or one Kopf [bowl-shaped container for fluids, not quite one Mass], is not to exceed one Pfennig Munich value, and From Georgi to Michaelmas, the Mass shall not be sold for more than two Pfennig of the same value, the Kopf not more than three Heller [Heller usually one-half Pfennig].

If this not be adhered to, the punishment stated below shall be administered. Should any person brew, or otherwise have, other beer than March beer, it is not to be sold any higher than one Pfennig per Mass. Furthermore, we wish to emphasize that in future in all cities, markets and in the country, the only ingredients used for the brewing of beer must be Barley, Hops and Water. Whosoever knowingly disregards or transgresses upon this ordinance, shall be punished by the Court authorities’ confiscating such barrels of beer, without fail. Should, however, an innkeeper in the country, city or markets buy two or three pails of beer (containing 60 Mass) and sell it again to the common peasantry, he alone shall be permitted to charge one Heller more for the Mass of the Kopf, than mentioned above. Furthermore, should there arise a scarcity and subsequent price increase of the barley (also considering that the times of harvest differ, due to location), WE, the Bavarian Duchy, shall have the right to order curtailments for the good of all concerned.

Signed: Duke Wilhelm IV of Bavaria on April 23, 1516 in Ingolstadt.

A lei atual, do código tributário de 1993:

Only barley malt, hops, yeast and water may be used for the brewing of bottom-fermented beer, with the exceptions contained in the regulations in paragraphs 4 to 6.
The brewing of top-fermenting beer underlies the same regulations, however other malts may be used and the use of technically pure cane, beet or invert sugars as well as dextrose and colouring agents derived from these sugars is allowed.
Malt shall be taken to mean: any grain that has been caused to germinate.
The use of colouring beers, if brewed from malt, hops, yeast and water, in the preparation of beer is allowed but is subject to special supervisory measures.
Hop powder, hops in other milled forms and hop extracts may be used in brewing, so long as these products comply with the following requirements:
Hop powder and other milled hop forms, as well as hop extracts must be produced exclusively from hops.
Hop extracts must:
contribute the same flavouring and bittering substances to the wort as would have been contributed had hops been simmered with the wort.
fulfil the requirements of the German Pure Food Laws.
only be added to the wort before or during the simmering phase.
Only materials which act mechanically or by absorption and are thereafter removable, leaving no, or only such residue in the beer which is of no health, taste or odour concern may be used to clarify beer.
Upon request, in individual cases, such as the preparation special beers and beers intended for export or scientific experiments, exceptions to the requirements of paragraphs 1 and 2 can be made.
The requirements of paragraphs 1 and 2 are not applicable to brewing for personal consumption (home brewing).
After establishing the original extract content in the fermenting room, water may not be added to beer without permission of the customs office. The customs office can permit the brewer to add water to beer after the original extract content has been established in the fermenting room, provided the appropriate precautionary measures have been observed. Beer wholesalers or publicans are, under no circumstances, allowed to add water to beer.
Brewers, beer wholesalers or publicans are not allowed to mix beers of different original extract contents nor to add sugar to beer after the beer tax has been calculated. The Finance Minister can allow exceptions by decree.
For the production of top-fermenting simple or very low original extract content beer, according to the Additive Authorisation Regulation (…)

2015 Quality of Living Rankings

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A consultoria em gestão Mercer divulgou o ranking referente a 2015 listando as cidades com a melhor qualidade de vida do mundo. Como sempre, o ranking leva em consideração as cidades com a melhor infraestrutura, serviços de fornecimento de energia elétrica, disponibilidade de água, telefonia e serviço postal, transporte público, congestionamento do trânsito e a diversidade de vôos internacionais oferecida pelos aeroportos locais entre outras coisas.

Top City amarelo

1 Vienna Austria
2 Zurich Switzerland
3 Auckland New Zealand
4 Munich Germany
5 Vancouver Canada
6 Dusseldorf Germany
7 Frankfurt Germany
8 Geneva Switzerland
9 Copenhagen Denmark
10 Sydney Australia
11 Amsterdam Netherlands
12 Wellington New Zealand
13 Bern Switzerland
14 Berlin Germany
15 Toronto Canada
16 Hamburg Germany
16 Melbourne Australia
16 Ottawa Canada
19 Luxembourg Luxembourg
19 Stockholm Sweden
21 Stuttgart Germany
22 Brussels Belgium
22 Perth Australia
24 Montreal Canada
25 Nurnberg Germany
26 Singapore Singapore
27 Adelaide Australia
27 Paris France
27 San Francisco United States
30 Canberra Australia
31 Helsinki Finland
31 Oslo Norway
33 Calgary Canada
34 Boston United States
34 Dublin Ireland
36 Honolulu United States
37 Brisbane Australia
38 Barcelona Spain
39 Lyon France
40 London United Kingdom
41 Lisbon Portugal
41 Milan Italy
43 Chicago United States
44 New York City United States
44 Seattle United States
44 Tokyo Japan
47 Kobe Japan
48 Los Angeles United States
48 Yokohama Japan
50 Washington United States
51 Madrid Spain
52 Birmingham United Kingdom
52 Rome Italy
54 Pittsburgh United States
55 Glasgow United Kingdom
55 Philadelphia United States
57 Aberdeen United Kingdom
58 Osaka Japan
59 Leipzig Germany
60 Minneapolis United States
61 Nagoya Japan
62 Dallas United States
63 Belfast United Kingdom
64 Houston United States
65 Miami United States
66 Atlanta United States
67 St. Louis United States
68 Prague Czech Republic
69 Pointe-a-Pitre Guadeloupe
70 Detroit United States
70 Hong Kong Hong Kong
72 San Juan Puerto Rico
72 Seoul South Korea
74 Dubai United Arab Emirates
75 Budapest Hungary
75 Ljubljana Slovenia
77 Abu Dhabi United Arab Emirates
78 Montevideo Uruguay
79 Vilnius Lithuania
79 Warsaw Poland
81 Bratislava Slovakia
82 Port Louis Mauritius
83 Taipei Taiwan
84 Kuala Lumpur Malaysia
85 Athens Greece
85 Durban South Africa
87 Limassol Cyprus
88 Tallinn Estonia
89 Riga Latvia
90 Busan South Korea
91 Buenos Aires Argentina
91 Cape Town South Africa
93 Santiago Chile
94 Johannesburg South Africa
95 Panama City Panama
96 Victoria Seychelles
97 Zagreb Croatia
98 Cheonan South Korea
99 Taichung Taiwan
100 Wroclaw Poland
101 Shanghai China
102 Bandar Seri Begawan Brunei
103 Johor Bahru Malaysia
104 Muscat Oman
105 Tel Aviv Israel
106 San Jose Costa Rica
107 Brasilia Brazil
108 Doha Qatar
109 Monterrey Mexico
110 Bucharest Romania
111 Noumea New Caledonia
112 Nassau Bahamas
113 Tunis Tunisia
114 Asuncion Paraguay
115 Sofia Bulgaria
116 Rabat Morocco
117 Bangkok Thailand
118 Beijing China
119 Rio de Janeiro Brazil
120 Sao Paulo Brazil
121 Guangzhou China
122 Amman Jordan
122 Istanbul Turkey
124 Lima Peru
125 Kuwait City Kuwait
126 Mexico City Mexico
127 Manaus Brazil
128 Casablanca Morocco
129 Quito Ecuador
130 Manama Bahrain
131 Bogota Colombia
132 Colombo Sri Lanka
133 Chengdu China
133 Windhoek Namibia
135 Santo Domingo Dominican Republic
136 Manila Philippines
137 Nanjing China
138 Hyderabad India
139 Shenzhen China
140 Jakarta Indonesia
141 Belgrade Serbia
142 Xi’an China
142 Chongqing China
144 Gaborone Botswana
145 Pune India
146 Bangalore India
147 Port of Spain Trinidad and Tobago
147 Qingdao China
149 Lusaka Zambia
150 Guatemala City Guatemala
151 Chennai India
152 Mumbai India
153 Ho Chi Minh City Vietnam
154 Hanoi Vietnam
154 New Delhi India
156 Kingston Jamaica
156 La Paz Bolivia
156 Shenyang China
159 Skopje Macedonia
160 Kolkata India
161 Sarajevo Bosnia-Herzegovina
162 Dakar Senegal
163 Riyadh Saudi Arabia
164 Libreville Gabon
165 Accra Ghana
166 Jeddah Saudi Arabia
167 Moscow Russia
168 Jilin China
169 Kampala Uganda
170 Cairo Egypt
171 Vientiane Laos
172 San Salvador El Salvador
173 Managua Nicaragua
174 Saint Petersburg Russia
175 Almaty Kazakhstan
176 Kiev Ukraine
177 Blantyre Malawi
178 Maputo Mozambique
179 Caracas Venezuela
180 Tirana Albania
181 Beirut Lebanon
182 Cotonou Benin
183 Yerevan Armenia
184 Banjul Gambia
184 Tegucigalpa Honduras
186 Nairobi Kenya
187 Algiers Algeria
188 Djibouti Djibouti
189 Kigali Rwanda
189 Minsk Belarus
191 Islamabad Pakistan
192 Yaounde Cameroon
193 Havana Cuba
194 Tbilisi Georgia
195 Phnom Penh Cambodia
196 Douala Cameroon
197 Baku Azerbaijan
198 Dar es Salaam Tanzania
199 Lahore Pakistan
200 Luanda Angola
201 Yangon Myanmar
202 Karachi Pakistan
203 Tehran Iran
204 Lome Togo
205 Addis Ababa Ethiopia
206 Harare Zimbabwe
206 Tashkent Uzbekistan
208 Bishkek Kyrgyzstan
209 Abidjan Côte d’Ivoire
210 Ashkhabad Turkmenistan
211 Dhaka Bangladesh
211 Lagos Nigeria
213 Abuja Nigeria
214 Dushanbe Tajikistan
215 Ouagadougou Burkina Faso
216 Tripoli Libya
217 Antananarivo Madagascar
217 Niamey Niger
219 Bamako Mali
220 Damascus Syria
221 Nouakchott Mauritania
222 Conakry Guinea
223 Kinshasa Congo, Democratic Republic of
224 Brazzaville Congo, Republic of
225 Sana’a Yemen
226 N’Djamena Chad
227 Khartoum Sudan
228 Port au Prince Haiti
229 Bangui Central African Republic
230 Baghdad Iraq

 

Essas são as cidades alemãs mais bem colocadas:

Posição 1: Munique
Posição 2: Düsseldorf
Posição 3: Frankfurt
Posição 4: Berlim
Posição 5: Hamburg
Posição 6: Stuttgart
Posição 7: Nürnberg
Posição 8: Leipzig

(fonte: www.imercer.com)