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Monthly Archives: Janeiro 2013

Salzburg

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Se você é um daqueles turistas que tem a agenda de viagem um pouco mais folgada, podendo ficar em Munique mais de 3 dias, essa dica é pra você. Não deixe de conhecer Salzburgo (em alemão: Salzburg).
Salzburgo é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1996. Com esse título, você já pode imaginar o que irá encontrar. São dezenas de construções históricas a poucos passos de distância uma das outras. Além disso, é a cidade natal deMozart. Sendo assim, em algumas épocas dos ano, o número de turistas ultrapassa o de residentes.
Com um cenário tão bucólico como esse dá para entender de onde vinha a fonte de inspiração de Mozart. Os Alpes como pano de fundo, muitas torres de igreja, cúpulas imponentes, um belo forte medieval e uma cidade de arquitetura impecável às margens do rio Salzach.

A dica é fazer uma visita no esquema “bate e volta”. Ou seja, saindo bem cedo de Munique e voltando no início da noite. Até porque, um dia é mais do que suficiente para se visitar tudo.

Salzburgo fica na Austria, quase na fronteira com a Alemanha. Sugiro ir de trem, partindo da Estação Central de Munique (Hauptbahnhof) e com o “Bayern Ticket”. Lembrando que esse Ticket, você poderá ir e voltar por 22 €, caso tenha acompanhantes, + 4 € por pessoa. Lembrando que o máximo permitido por Ticket-Familia serão de 5 adultos. Essa viagem dura por volta de 1 hora e meia e com uma paisagem muito interessante no percurso de 150km.

SALZBURG CARD
Ao chegar na estação ferroviária tem um guichê de informações turísticas. Lá você recebe um mapa da cidade com a explicação dos principais pontos turísticos e ainda opção de comprar um cartão que dá direito a visita dos principais pontos de interesse da cidade por 24 horas por 22 euros. Além de ser prático é eficiente, pois irá te poupar o tempo de fila em cada atração e inclui um “passe livre” de ônibus pela cidade. Molezinha, heim?!A cidade é relativamente pequena (apesar de ser a quarta maior do país). No entanto, é preciso caminhar muito para conhecer seus recantos e alguns lugares interessantes ficam no alto do morro, ou seja, subidas e descidas fazem parte do trajeto.

 Os locais mais importantes a se conhecer são:1. Mozartplatz e Residenzplatz. A praça de Mozartplatz tem uma escultura do famoso músico no seu centro e nas suas ruas se distribuem preciosas lojas. A Residenzplatz (De Quarta a Sábado das 10:30 às 17:00) é o centro da cidade, nela se encontra o Neubau, sede do governo; Glockenspiel, uma igreja cujos sinos interpretam obras clássicas e a Residência dos bispos, atual sede da galeria de arte da cidade.

2. Catedral (Domplatz) destacam-se as esculturas da fachada no exterior e no interior.

3. Abadia de São Pedro (10:30 às 17:00 durante o Verão, das 10:30 às 15:30 durante o Inverno). Este convento pertence à ordem dos Beneditinos, o mais antigo existente no âmbito alemão. O interior da igreja de São Pedro é referencia do Rocócó. Wolfang Amadeus Mozart estreou aqui a sua Missa em Dó Menor e em sua honra na noite anterior ao aniversário da sua morte, se toca o Réquiem. O Cemitério de São Pedro está classificado como o mais bonito campo santo do mundo.4. Igreja dos Franciscanos. Este templo é conhecido por muitos como a Igreja da Universidade. O templo da rua Frankiskanergasse é um dos edifícios mais antigos da cidade. Saindo desta igreja encontra-se o Rupertinum, um museu de arte contemporânea.

5. Tocaninihof abriga a Sala de Festivais, tem três teatros, o mais pequeno construído em 1937 e conhecido como o Cenário de Mozart. O Cenário de Wagner está escavado nas paredes de Mönschberg e o teatro ao ar livre foi construido em 1600.

6. Hagenauer Haus (9 às 17.30, Julho e Agosto até às 18.30 horas. 5,50€) viveu a família de Leopold Mozart desde 1747 até 1773. Em 27 de Janeiro de 1756 nasceu aqui Wolfgang Amadeus Mozart. A antiga casa de Mozart é um museu desde 1880; aqui expõem-se objetos famosos como o violino que ele utilizava desde criança ou o que tocava em concertos, o seu clavicórdio, o piano de martelos, retratos e cartas da família Mozart. Mozart Haus também serve de sala de concertos durante todo o ano.

7. Fortaleza Hohensalzburg (9:00 às 18:00 de 15 de Março a 14 de Junho. 8:30 às 18:00 de 15 de Junho a 14 de Setembro. Das 9:00 às 17:00 de 15 de Setembro a 14 de Março. 3,50€). Para ir à fortaleza prepare-se para a caminhar ladeira acima. Porém essa mini-prova de “Iron Man” será recompensada com a vista de toda a cidade. O interior é todo decorado com objetos de arte medieval. No lado de fora da fortaleza não deixe de visitar o pátio com a Cisterna de Lang.

8. Convento de Nonnberg (9:00 às 18:00 de 15 de Março a 14 de Junho. 8:30 às 18:00 de 15 de Junho a 14 de Setembro. Das 9:00 às 17:00 de 15 de Setembro a 14 de Março. 2,80€) O convento benedito de Nonnmberg é o mais antigo convento de mulheres. Otima vista dos Alpes Tennen e Hagengebirge.

9. O Parque e o Palácio de Mirabell. O jardim em estilo barroco italiano é muito bonito durante a Primavera e o Verão, são cenários constantes nas capas de cadernos e protetores de tela de computador. 🙂

10. Palácio de Hellbrunn, construído por Solari como residência dos príncipes-arcebispos. Fontes “Wasserpiele” formam um bonito cenário nos jardins. O Pátio do Palácio de Hellbrunn parece ter sido feito para as luxuosas festas da época.Restaurantes:
Mercado de Mirabellplatz (manhãs de Quinta-feira), Universitätplatz e Kapitelplatz são uma boa ideia para comprar fruta e comer a bom preço. Indico os restaurantes: Wilder Mann, Stadtalm (Mönchsberg 19), Steinterrase (Hotel Stein, Schwarzstrabe), Vegy Vollwertimbiss (Vollwertkost St. 21) e Goldene Ente (Goldgasse 10).

Para tomar uma boa cerveja e boa música: Augustines Bräustübl (Augustinergasse), Bar do Hotel Alrstadt (Rudolfskai), Bar Flip (Gstättengasse), Cave Club (Leopoldskronstrasse), Andreas Hofer (Weinstube). Em Rudolfkai há uma boa quantidade bares animados, boates e pub’s com música ao vivo. Atravessando o rio também tem uma pequena área de bares ao lado da Steingasse.

Clima:
Salzburg está localizada perto dos Alpes, portanto o clima é sempre uma incógnita. Inverno é muito frio e no Verão dilúvios de 30 minutos no final do dia são frequentes. Tenha sempre um cachecol e luvas na bolsa e dependendo da época do ano, um guarda-chuva. Pra você ter uma idéia, já sai de Munique com Sol e céu azul e cheguei em Salzburg com nevasca de não enxergar o outro lado do rio.
Os “ovos pintados” e o ” Original Salzburger Mozartkugeln” (Chocolate de Mozart) são boas dicas de souvenirs.

Zurique

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Zurique

Essa pequena cidade suíça é sem dúvida um dos lugares mais legais de se conhecer. Quando cito “pequena cidade” é pelo fato de Zurique ter apenas 350 mil habitantes. Ou seja, praticamente a metade dos habitantes de Copacabana no Rio de Janeiro por exemplo.

Zurique é lugar para se visitar em 3 dias, nunca me arrisquei a ficar mais de 3 noites por lá. Digo isso, não só pela facilidade de se conhecer os principais pontos turísticos, mas também pelo preço. Prepare o bolso, pois se existe um lugar caro, esse lugar é Zurique. Acho que os suíços não aderiram ao Euro justamente por isso, acredito que seja um complô para confundir os turistas com a conversão do Franco-Suíço x Euro. Brincadeiras à parte, mas o fato é que você se perde com o dinheiro na hora de comprar souveniers nas dezenas de lojas próximas a catedral Grossmünster, na Nieddorfstrasse O melhor é ir e relaxar, evitar compras desnecessárias, porém nada de ficar conferindo preço do cafézinho ou refrigerante nos restaurantes e cafés. Cafézinho? Chocolate, né. Afinal de contas, o chocolate suíço é um dos melhores do mundo.

A melhor maneira de conhecer o centro de Zurique é de bicicleta ou de bondinho. Como qualquer outra cidade europeia (ok, eu sei..a Suíça não faz parte da União Européia), os carros são abominados e devem ser evitados. Praticamente tudo acontece as margens do rio Limmat, portanto não acredito que irá se perder nesse city-tour.

Se for seguir minha dica de ficar no máximo 3 dias, procure se hospedar na região mais central. O ponto de referência é o Hauptbahnhof (Estação Central de Trens).

Idiomas
Na Suíça são quatro línguas oficiais: alemão, italiano, francês e romanche. Essa última é falada por uma minoria, cerca de 0.5%. O alemão é na verdade chamado de suíço-alemão, pois trata-se de uma variação da língua naquela região. É como se fosse um dialeto, sendo difícil até para os próprios alemães entenderem os suíços. Mas calma, com o tradicional inglês, tudo pode ser resolvido.

Visto

A Suíça faz parte da EFTA e aderiu em 12 de Dezembro de 2008 ao bloco de países europeus que permitem a livre circulação de pessoas sem necessidade de passaporte (passageiros que provenham do espaço Schegen). No entanto, turistas brasileiros, apenas o passaporte em dia.

Turismo

Vale a muito a pena dar um pulo em “Neuhausen am Rheinfall”, onde além do “Schloss Wörth” (castelo), tem a cachoeira “Rheinfall”. Várias empresas oferecem um passeio de barco que vai até a base dessa enorme cachoreira. Há também alguns decks de observação (gratuitos) com uma vista espetacular das quedas. Além de visitas guiadas que começam no Castelo indo até queda d’agua. Vários restaurantes estão localizados em Schloss Laufen, Wörth Schloss e no parque Rheinfall.
As Cataratas do Reno são facilmente acessíveis de carro, bicicleta e transportes públicos. Diversas linhas de trem atendem o local: o DB-Bahnhof “Neuhausen Bad Bf” e SBB-Bahnstation “Schloss Laufen am Rheinfall”. Lembrando que tudo está muito bem sinalizado, portanto fácil para qualquer um.
Compras
 

A Bahnhofstrasse é a principal, para não dizer a mais famosa rua de Zurique. Nela estão as lojas caras e chic’s (Chanel, L.Vuitton, Dior, ..), além de grande parte dos bancos e empresas suíças. Ela começa na estação de trem central (Bahnhof, daí seu nome) e termina na beira do lago Zürichsee. Vale a pena uma caminhada por toda a sua extensão.

Sprüngli – é a confeitaria/chocolateria mais famosa de Zurique, pertencente a marcde Chocolates Lindt. Para os chocolátras, é um passeio obrigatório. Não deixe de experimentar o Luxemburgerli  Bom demais! Os suíços o consideram melhor que o “macaron” francês. Se experimentar um desses, depois me escreva deixando sua opinião. 🙂

Ruínas do Terceiro Reich

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Esse tema é de longe o mais complicado a ser pesquisado em terras alemãs. Simplesmente porque tudo referente a II Guerra Mundial se tornou proibido. Pra você ter uma idéia, se você digitar a palavra “Hitler” no youtube, todos os videos estão bloqueados com a mensagem “conteúdo indisponível no seu país”.

Sempre fui um aficcionado pelo tema “II Guerra Mundial”. São dezenas de filmes, documentários e livros na minha estante. Tudo que envolva as batalhas e o material bélico da época, faço questão de assisitir ou ler mais e mais, tanto que um dos meus hobbys é o Plastimodelismo Militar. Sim montar e pintar “aviãozinho de guerra” (termo usado pela maioria dos leigos)

Na minha primeira visita a Alemanha, isso muito antes de pensar em morar por aqui, cheguei acreditando que iria ter acesso a todo poderio bélico remanescente da década de 40. Na primeira oportunidade, lá estava eu questionando a população local: “Onde posso encontrar tanques Panzers? E os aviões Messerschmitt ? A reação de todos era sempre a mesma, negativar com a cabeça e já mudar de assunto.
Eu não entendia o motivo de tanta antipatia e aversão. Passei a entender depois que deixei de usar o visto de turista no meu passaporte, no dia que passei a viver o dia-a-dia dos alemães.

Uma coisa é certa, tudo o que foi feito à 70 anos atrás, foi pago e continua sendo pago por todas as gerações seguintes. Acredito que isso ainda irá permanecer por mais um século. Você nunca irá ver um alemão discutindo na rua com pessoas de outras etnias. Como assim? Calma, vou explicar exemplificando com um episódio que eu já vi dentro do metro. Um grupo de adolescentes turcos gritavam dentro do metro, gritavam é uma forma de ser educado, eles estavam “zaralhando”. Um senhor alemão, se aproximou com dificuldades e pediu para que falassem um pouco mais baixo, automaticamente o grupo de adolescentes começou a gritar “Sai daqui seu nazista! Sai daqui!”. Naquele dia comecei a entender o peso da bagagem que os alemães carregam, e passei a fazer minha pesquisa sozinho, usando apenas a internet como base.

Numa dessas pesquisas, encontrei o site: http://www.thirdreichruins.com (está todo em inglês).
Depois disso foi extremamente fácil encontrar todos os prédios e ruínas da época. Era só seguir o passo-a-passo feito pelo Geoff Walden (autor do blog).

Munique teve uma grande importância, pois foi a Capital do Movimento – o berço do Partido Nazista. Durante todo o período do Terceiro Reich, Munique continuou sendo a capital espiritual do movimento nazista, com edifícios sede, museus para abrigar as formas de obras aprovadas por Adolf Hitler, além de ter sido o local escolhido para a tentativa do golpe nazista em novembro de 1923.

Vou tentar descrever esses locais históricos:

Já escrevi sobre “Eagle Nest” ou Kehlsteinhaus (em alemão) ou “Ninho da Águia”. É uma casa de montanha de Adolf Hitler situada a 1834m de altitude, no topo da montanha Kehlstein. Encomendada por Martin Bormann como um presente de Aniversário de 50 anos para o líder do Partido Nacional Socialista Adolf Hitler, tornou-se um dos destinos turísticos mais populares no sul da Alemanha.
Atualmente a Kehlsteinhaus abriga um excelente restaurante, com uma vista deslumbrante e onde encontramos os melhores e mais tradicionais pratos da Bavária. O nome de “Ninho da Águia” talvez se deva à sua localização dada a altura ser propícia para as Águias edificarem os seus ninhos, ou a Adolf Hitler ser considerado a Águia da Alemanha, ou de alguma forma remediar ao fato do brasão da Alemanha Nazista constar uma Águia. Mas admito que qualquer uma dessas hipóteses possam ser meras conjecturas minhas.

Hofbräuhaus: A mundialmente famosa cervejaria Hofbräuhaus, localizado na Platzl 9, foi palco de várias reuniões nazistas e alguns dos discursos mais memoráveis ​​de Hitler. Inclusive foi o local de um dos atentados contra Hitler.

Kriegerdenkmal: O Memorial está localizado no Hofgarten. Um grande bloco de pedra, com o slogan “Sie werden aufstehen” (Eles irão se levantar), abrange uma área com uma cripta rebaixada, mostrando uma escultura de um soldado alemão preparado para o enterro. O memorial foi erguido em 1924-1926 em memória aos 13.000 “filhos heróicos de Munique” que caíram na Primeira Guerra Mundial, entre 1914-1918. Após a Segunda Guerra Mundial, uma inscrição no memorial foi acrescentada para os 22.000 soldados mortos e 11.000 desaparecidos, além das 6.600 vítimas dos bombardeios aliados em Munique entre 1939-1945.

Löwenbräukeller: localizado na Nymphenburger Straße 4, foi outro local favorito para os primeiros encontros e discursos do Partido Nazista.

Park Café:  Localizado na Sophienstraße 7, foi construído em 1935-1937 no local do antigo Palácio de Vidro de Munique, que pegou fogo em 1931. O Park Café exibia o estilo neo-clássico preferido pelos nazistas, e era ponto de encontro frequente de Hitler.

Dachau: foi estabelecido nas dependências de uma fábrica abandonada de munição, próxima à parte nordeste da cidade de Dachau, a cerca de 15 quilômetros ao noroeste de Munique, no sul da Alemanha. Foi o primeiro campo de concentração, servindo de modelos para os demais, inclusive como centro de treinamento para os soldados da SS. Dachau chegou a abrigar mais de duzentos mil prisioneiros, sendo a maioria presos politicos, artistas e opositores ao regime nazista. Com um Estado Totalitário, não seriam aceitos aqueles que manisfestassem um pensamento ideológico contrário ao Socialismo Nacionalista de Hitler, que o mesmo afirma em sua biografia: “A lei natural de toda evolução não permite a união de dois movimentos diferentes, mas assegura a vitoria do mais forte e a criação do poder e da força do vitorioso, o que só se pode conseguir por meio de uma luta incondicional (HITLER, 2005, p.257).”

Os judeus que passaram a ser perseguidos, perderam seus direitos políticos e sociais, foram declarados inimigos políticos e consequentemente também foram enviados para Dachau.
Diferente de Auschwitz II (Birkenau), que era um Campo de Extermínio, Dachau era considerado no início, um presídio comum. No entanto, nos ultimos anos da guerra, seus presos passaram a ser fuzilados ou enforcados. Cerca de trinta mil pessoas morreram em Dachau. O campo chegou a possuir uma câmara de gás, mas não há registros de que tenha sido usada.

Minha única visita a Dachau foi feita na Primavera em um dia com Sol e Céu azul, nem por isso o clima ficou menos pesado. Com a frase “Arbeit Macht Frei” (o trabalho liberta) no portão de entrada, é impossível o visitante não se colocar no lugar de um dos 200 mil presos que por ali passaram.

Em Dachau, como em outros campos nazistas, os médicos alemães realizavam experiências médicas nos prisioneiros, tais como testes de alta altitude usando câmaras de descompressão, experimentos com malária e a tuberculose, hipotermia, e testes experimentais para novos remédios e vacinas que servissem aos alemães. Os prisioneiros também eram forçados a serem cobaias em testes de métodos de dessalinização da água e de estancamento de perda de sangue excessivo. Centenas de prisioneiros morreram ou ficaram permanentemente incapacitados como resultado destas experiências.

No dia 26 de abril de 1945, já próximo da data da chegada das Forças Norte-Americanas ao local, os Guardas da SS obrigaram mais de 7.000 prisioneiros, a maioria deles judeus, a iniciarem a chamada “marcha da morte”, uma caminhada que ia de Dachau à Tegernsee, bem mais ao sul. Durante a mencionada marcha, os guardas alemães atiravam em qualquer pessoa que não conseguísse continuar a andar; muitos outros morreram de fome, de frio e exaustão. Três dias depois, as forças norte-americanas libertaram Dachau e uma semana depois libertaram os prisioneiros sobreviventes que haviam sido levados para a marcha da morte

Monumento em homenagem aos prisioneiros que se suicidaram na cerca eletrificada.

Viajar de carro pela Europa ?

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Viajar de carro pela Europa ?

Sem dúvida é a pergunta feita por 100% dos turistas que viajam pela Europa.

A questão é simples: quer conhecer lugares menos conhecidos ?  As possibilidades que aparecem quando viajamos de carro e a quantidade de lugares que estavam fora dos planos, podem fazer valer a pena.
Particulamente na Alemanha, você terá a opção de viajar pela famosa “Autobahn“, onde em vários trechos não existem limites de velocidade. Isso mesmo, verdadeiros “tapetes” de asfalto, em retas bem sinalizadas que cortam o país de ponta a ponta.
Os limites de velocidade surgem com as proximidades de centros urbanos e dos horários do rush.
Já me perguntaram diversas vezes: é preciso ter uma Carteira de Motorista especial para dirigir na Autobahn ? Não. Você só precisa da sua Carteira de Motorista Internacional (válida, obvio) e do Passaporte.
Porém algumas básicas regras deverão ser respeitadas:
– A média de velocidade na Autobahn é de 130km/h
– Não pisque os faróis. Utilize a seta pisca-pisca para indicar que você vem com velocidade superior e deseja ultrapassar o veiculo que vai mais devagar a sua frente. Você irá perceber que todos respeitam a faixa de alta-velocidade.
– Quando estiver na faixa de alta velocidade não se esqueça de olhar seus retrovisores a todo instante. É normal estar sozinho e do nada aparecer um Bugatti Veron praticamente dentro do seu carro.
Além disso, normalmente os carros de policia na Autobahn são descaracterizados e você só irá perceber quando algum desses emparelhar ao seu lado com uma placa de “stop polizei”
Tem um reality-show na tv alemã sobre isso. São  motoristas sendo parados e multados pelas mais diversas situações e em muitos o carro da policia tem até cadeirinha de bebê no banco de trás, sendo conduzido por um pacato casal.
Viaje com seu GPS.
Mesmo sabendo que 100% dos carros alugados tem aparelhos de GPS e 90% estão em inglês, é comum muitos viajantes ficarem perdidos na hora de acessar menu e rota, principalmente dos originais de fabrica com controle de navegação no volante e/ou no console central. Portanto não custa nada incluir seu aparelho de GPS e o devido carregador.
Viajar de carro é uma ótima maneira de conhecer novos lugares e interagir com a população local. Muitas cidades nunca ficam cheias mas isso não quer dizer que você deve deixar de reservar pousadas e hotéis.
Lembre-se que as grandes cidades abominam carros, portanto evite ir de carro à hoteis nos grandes centros. A maioria das vezes, a diária de um estacionamento sai quase a metade do valor pago na estadia de uma noite. E o mais importante: uma noite mal dormida pode estragar a programação. Portanto, evite dormir uma noite em cada lugar. Ao invés disso, faça a base em uma cidade e vasculhe a região.
Pedágio
Felizmente as auto-estradas alemãs não cobram pedágio, porem o mesmo é cobrado em todos os outros países da Europa. O pedágio europeu é feito através de um selo-adesivo colado no pára-brisa e comprado em Lojas de Conveniência “VignettenVerkauf” (em alemão). Esses adesivos tem a validade de 3 dias,  10 dias,. 1 mês e deverá ser comprado em todo país que será visitado. O preço médio é de 10€ por adesivo e caso seja pego sem o “adesivo-pedágio” (Vignetten) do referente país em que esteja, a multa é de 110€ e paga na hora. Acredite, o desculpa de “comprei um na Austria e achei que poderia usar na Rep.Tcheca também” não será aceita.